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  O Paiz (1853) 


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O Paiz contra A Revolução de SetembroSucedendo ao jornal O Paiz, criado em 1851, Alexandre Herculano promove a criação de O Portuguez, em 11 de Abril, que se torna no órgão de oposição ao rodriguismo, então defendido por A Revolução de Setembro, dirigido por António Rodrigues Sampaio que, na altura, é o porta-voz do situacionismo governamental. No mesmo jornal, Também o socialista António Pedro Lopes Mendonça secunda o situacionismo, repudiando a descentralização proposta por Herculano: fundai o municipalismo, descentralizai a vosso sabor e se, ao mesmo tempo, não imprimirdes à sociedade um grande movimento de civilização, tereis o despotismo administrativo localizado, tereis constituído uma oligarquia de campanário (25 de Maio).

Detestamos todas as tiranias – Que o país seja governado pelo País, é a nossa divisa... que a vida política seja levada a todas as extremidades do corpo da nação. Queremos que a vida local seja uma realidade, para que o Governo central possa representar o pensamento do País. Detestamos todas as tiranias, seja qual for o nome com que se disfarcem, seja a tirania dos reis contra os povos, dos privilegiados contra a plebe, da capital contra as províncias, de uma facção contra o País, ou de uma oligarquia de especuladores políticos contra a totalidade dos cidadãos (Alexandre Herculano em 20 de Maio de 1853).

Fim de O Patriota O jornal radical de Leonel Tavares Cabral encerra em Abril, assumindo-se contra os pançudos saltimbancos da Regeneração e os tiosinhos que estavam no Parlamento a apanhar gafanhotos e a moer tempo.

Jornais cabralistas. Os anteriores jornais cabralistas A Imprensa e A Lei fundem-se em Imprensa e Lei. Já não falam em Costa Cabral e estão prestes a perder a unidade que vai ser desencadeada a partir da morte de D. Maria II.

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007