1890

 

  Tradição e Revolução, vol. I

 

÷ Da esquerda

 Para a direita ø

Republicanos

Antecedendo a geração espanhola de 1898, surge em Portugal, depois da geração insurrecionista de 1871, a geração nacionalista que é marcante em António Nobre e Alberto de Oliveira (Vasco Pulido Valente).

A partir de meados desse ano, florescem em Lisboa sociedades secretas, dispostas à revolução, desde os anarquistas, mais ou menos niilistas, aos republicanos, acontecendo que, muitas vezes, estes contraditórios grupos se juntam em federações.

Passam para três deputados: Elias Garcia, Latino Coelho, Manuel de Arriaga, todos por Lisboa.

Em tempo de heróis do mar e de invocações camonianas, Guerra Junqueiro clama pelo finis patriae e o jovem tribuno António José de Almeida declara o rei como Bragança, o último.

Promovem a revolta militar de 31 de Janeiro de 1891, durante o governo de João Crisóstomo e, a partir de então, têm como principal objectivo o derrube da monarquia, marcada pelo chamado reinado trágico de D. Carlos.

Anarquistas e marxistas

Em 4 de Maio de 1890 realiza-se em Lisboa um comício operário na Rua Nova da Piedade, onde se invoca Karl Marx.

Há o rebentamento de uma bomba em 1892.

 

Progressistas

Com a queda do gabinete de José Luciano, por causa do Ultimatum, ficam reduzidos a 33 deputados.

Em Lisboa, apoiam as candidaturas dos republicanos, em lista de protesto.

Liga Liberal

Grupo patriótico nascido do Ultimatum que se movimenta contra as cedências da nossa diplomacia a Londres.

Os aderentes deste grupo estão na base da emergência do governo extra-partidário de João Crisóstomo.

A liderança cabe a Augusto Fuschini.

Liga Patriótica do Norte

Forma-se em 1890 no Porto, com Antero de Quental, Luís Magalhães, Sampaio Bruno (1857-1915), cardeal D. Américo e banqueiros como o conde de Moser e Alves Machado.

Regeneradores

No governo, depois do Ultimatum, reunificam-se, com o regresso da Esquerda Dinástica.

Conseguem 115 deputados.

Apesar de formalmente liderados por António Serpa, é marcante a influência de Lopo Vaz, bem como de Hintze Ribeiro, João Arroio e João Franco.

Perdem o dinamismo e têm a imagem dos alquebrados diplomatas, como Barjona de Freitas, em Londres, e Martens Ferrão, em Roma.

Católicos

Em 1889 realizam um congresso no Porto.

Realizam o seu II Congresso em Braga, em 1891, decidindo lançar o jornal Correio da Noite, no ano em que o papa Leão XIII publica a Rerum Novarum.

 

 

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007