÷ Da esquerda

 Para a direita ø

Progressistas

Resistem nos 33 deputados, suplantando a emergência dos adeptos do chefe do governo, Dias Ferreira.

Republicanos

Depois da revolta do 31 de Janeiro, obtêm quatro deputados. Já representam 25% dos sufrágios em Lisboa.

José Jacinto Nunes é eleito por Lisboa, Rodrigues de Freitas pelo Porto e Teixeira de Queirós por Santiago do Cacém. João Chagas, por acumulação de votos.

Por Lisboa também se candidatam Eduardo de Abreu, Filomeno da Câmara e José Falcão.

Sampaio Bruno diz de D. Carlos: inconsciente, ignorante, inexperiente, ridículo, mal casado com uma Orleães, raça funesta... antipático por ser rei, antipático por mil motivos justos e até por superstição.

Conferência de Badajoz dos republicanos ibéricos (24 de Junho de 1893). Defende-se a necessidade de instauração de uma federação ibérica.

Dos espanhóis, destacam-se Salmeron e Pi y Margall. Entre os portugueses, Eduardo de Abreu, Jacinto Nunes, Teixeira de Queirós, Gomes da Silva, Magalhães Lima, Manuel Emídio Garcia (1838-1904), Teixeira Bastos, Feio Terenas e Cunha e Costa.

Discurso parlamentar de Carlos Lobo de Ávila sobre a conferência de Badajoz, acusando os republicanos de iberistas. Veiga Beirão e José de Alpoim apoiam a postura de Lobo d’Ávila (15 de Julho).

Defende-se o deputado republicano Jacinto Nunes, declarando que os republicanos portugueses não são iberistas, apenas se tendo concertado com os republicanos espanhóis, quanto à forma de extinção da monarquia nos dois países.

Socialistas

Antero de Quental suicida-se em 1891.

Comício operário em Lisboa, no Largo do Pelourinho, presidido por Azedo Gneco, mobiliza cerca de duas mil pessoas (27 de Fevereiro de 1893).

Reclamam trabalho e entregam uma petição na câmara.

Manifestação socialista, com romagem ao túmulo de José Fontana e comício no teatro da praça da Alegria (1 de Maio).

Anarquistas

Surge em Lisboa o jornal A Revolta (18 de Setembro de 1892).

Rebenta bomba em Lisboa (19 de Dezembro do mesmo ano).

 

Extra-partidários

Os governos nascidos do Ultimatum, de João Crisóstomo e Dias Ferreira, mobilizam grande parte das estrelas de progressistas, regeneradores e da Liga Liberal, como Oliveira Martins, Mariano de Carvalho, António Enes, António Cândido, Aires Gouveia, Costa Lobo, Lopo Vaz, João Franco e Valbom.

Governamentais ferreiristas

Apoiantes do governo de José Dias Ferreira sem Oliveira Martins, marcados pelos tarimbeiros.

Conseguem apenas 26 deputados, no segundo dos governos do liberalismo monárquico que não vence uma eleição, tal como antes sucedera ao Duque de Ávila.

Regeneradores

A velha máquina dos caciques regeneradores ainda consegue uma maioria relativa de 52 deputados.

Católicos

D. António Barroso candidata-se a deputado em Barcelos.

Fundado o periódico católico Correio Nacional, visando dar apoio à constituição do projecto de Centro Parlamentar Católico, iniciativa de Henrique Barros Gomes, Jerónimo Pimentel e o conde de Casal Ribeiro, mas que fracassou (1 de Fevereiro de 1893).

 

 

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007