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  Liga Progresso e Liberdade (1895)


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Começam as comemorações antoninas (3 de Junho). Congresso Católico Internacional em Lisboa, nas comemorações de Santo António (25 de Maio. Há manifestações anti-clericais, por ocasião da procissão, surgindo uma autêntica caçada aos padres que a própria imprensa republicana considera selvagem. Gritam abaixo as sotainas. A procissão, presidida por Burnay, é destroçada por manifestantes, liderados por Heliodoro Salgado, unidos da Liga Progresso e Liberdade,  na Rua do Ouro, enquanto os maçons organizam um cortejo cívico que se dirige ao cemitério dos Prazeres (26 de Maio). O ridículo torna-se patente quando se descobre que muitos dos figurantes da procissão são, não devotos, mas elementos recrutados entre os marginais da capital, nomeadamente mulheres da vida e frequentadores de tabernas e casas de má fama. Já o ministro da justiça, Alpoim, chega a criticar formalmente os congressistas por agravarem a Itália, ao darem vivas ao Papa-Rei. Os que interromperam a procissão, quando davam entrada no Limoeiro, dão vivas à anarquia.

 

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007