Tradição e Revolução, vol. I

 

÷ Da esquerda

 Para a direita ø

Progressistas

Assumem o governo em 7 de Fevereiro de 1897 e vencem as eleições de 2 de Maio.

Liderados por José Luciano, têm Barros Gomes como principal trunfo.

Republicanos

Abstêm-se em 1897, até que uma lei regularmente votada em Cortes, dê, pelo menos, as garantias já conquistadas em 1884.

Em 1895, eleito novo directório do PRP: Eduardo de Abreu, Jacinto Nunes, Magalhães Lima e Gomes da Silva.

Nesse ano, Luz Almeida lança a Maçonaria Académica, base da Carbonária que há-de derrubar a monarquia e Joaquim Martins de Carvalho adere ao partido.

Em 1898, o médico alienista e republicano Miguel Bombarda publica A Consciência e o Livre-Arbítrio, num hino ao naturalismo positivista e anticlerical.

Anarquistas

Aprovada lei contra os anarquistas em 1896. Quando são atiradas pedradas contra a carruagem real.

Regeneradores

O partido dos Barrigas de 1895, depois da experiência de reformismo ditatorial da dupla Hintze-Franco, sofre a inevitável erosão do poder.

Têm a imagem do governo de força que cai de inanição.

Católicos

Na sequência da encíclica Rerum Novarum de 1891, o catolicismo social incrementa-se em Portugal, surgindo vários círculos católicos operários, concorrendo com os movimentos socialistas.

O primeiro surge no Porto em 1898, depois de em Lisboa ter sido criada em 1878 a Associação Protectora dos Operários.

Estrutura-se também uma imprensa militante como os jornais O Grito do Povo, em 1899, e A Democracia Cristã, fundada em Lisboa no ano de 1903.

Em 1906 realiza-se o I Congresso da Democracia Cristã.

Endireitas

Em 1898 começa a falar-se na necessidade de um partido de direita, sugerindo-se para líder o nome de Mouzinho de Albuquerque que regressa a Portugal, declarando que foi pela Pátria e pelo rei que me bati.

 

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007