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  CADC (1901)


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1901 CNA/CADC

No ano da morte da Rainha Vitória (22 de Janeiro) e da Encíclica do Papa Leão XIII, Graves de Communi, de 18 de Janeiro, sobre a a acção cristã popular, expressão com que Roma pretende superar as de socialismo cristão e democracia cristã, surge em Coimbra, por inspiração de Francisco José de Sousa Gomes, o Centro Nacional Académico (11 de Abril), base do futuro CADC. Tudo acontece quando, entre nós, se dá uma forte agitação anticlerical, unindo monárquicos liberais, que criam uma Comissão Liberal, e republicanos, que lançam uma Junta Liberal. Já a rainha D. Maria Pia promove a criação da Irmandade das Senhoras Viúvas de Santa Isabel enquanto se autoriza a Associação Fé Caridade, uma espécie de holding dos jesuítas para o ensino. Destacam-se António Viana, que inicia os seus Apontamentos para a História Diplomática Contemporânea e Basílio Teles, com Estudos Histórico-Económicos. Júlio Dantas edita A Severa e funda-se a Sociedade Nacional de Belas Artes.

 

1903. Democracia-cristã – No ano da morte do papa Leão XIII e da eleição de Pio X, em França, Marc Sangnier funda em 1 de Julho Le Sillon, um movimento servido por um jornal com o mesmo nome que, à semelhança do populismo russo, se assume como um movimento de educação popular, a partir de intelectuais burgueses. Pretende reunir os chamados democratas católicos, salientando que Cristo é o mais temerário dos democratas do seu tempo. É neste ambiente que surge em Lisboa a Associação da Democracia Cristã, ao mesmo tempo que Gomes dos Santos, exerce importante acção editorial na Livraria Povoense, da Póvoa do Varzim.

 

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007