Anarco-sindicalistas – No plano das movimentações políticas, destaque para o surgimento de uma oposição anarquista, marcada pela saída da revista Terra Livre, dirigida por Pinto Quartin, em nome da terra de libertados e de libertários, sonhando-se que a política deixará de estar monopolizada em poderes e passará a ser exercida pelos indivíduos como uma das suas funções sociais. Deixa de ser poder e passa a ser função... Enquanto isto, o governo tenta negociar com os socialistas, procurando, à maneira de D. Manuel II, utilizá-los como forma de contrabalançar a influência crescente do anarco-sindicalismo no movimento operário.

Educar é revolucionar – Educar é revolucionar, porque onde há instrução, a luta é mais intensa. A luta de classes é um facto da natureza, os trabalhadores vivem-na mais pelo sentimento do que pelo raciocínio (Lucinda Tavares, num Congresso de Trabalhadores Rurais, realizado em Évora, Abril de 1913)

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007