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  Grande Oriente Lusitano (1929 ss.)


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Norton de Matos é eleito grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, sucedendo a António José de Almeida. Na altura ainda há 1 500 maçons e 50 lojas (1929)

Centro Republicano Académico de Coimbra promove as comemorações do 31 de Janeiro  de 1930 na presença do coronel Manuel Maria Coelho, discursando Homem Christo, Luís da Câmara Reis (1885-1961) e Mário de Castro.

Também em Março, o Ministro da Justiça autoriza a abertura da sede do GOL, com limitações, até Dezembro.

Recusada a existência de milícias civis para a defesa da Ditadura (Outubro de 1930). Cerca de três dezenas de estudantes republicanos da Faculdade de Direito de Lisboa, depois de uma assembleia-geral invadem as instalações do Ministério da Instrução (19 de Novembro). Entre os participantes na manifestação, José Magalhães Godinho, Teófilo Carvalho dos Santos e Artur Santos Silva. O motivo do protesto fora a detenção de um colega, Francisco Mendes. Presos, vão para o Aljube, onde são libertados logo de madrugada, com o director da polícia, o tenente Brás Vieira, a dizer-lhes que o governo é generoso.

 

Face a uma nova intentona, o governo decreta a ilegalização do Partido Republicano Português (3 de Dezembro de 1930) a que se segue o encerramento de O Rebate, então órgão oficial do mesmo (dia 13). Prisão e deportação dos principais dirigentes do grupo.

 

Reabrem as portas do GOL (31 de Janeiro de 1931). Fechadas e seladas as portas do Grémio Lusitano, sede do Grande Oriente Lusitano (19 de Maio de 1931).

Bissaia Barreto, membro influente da maçonaria, ex-deputado da Constituinte de 1911 e activista da União Liberal Republicana, adere à União Nacional (Janeiro de 1932).

Carmona, acompanhado por vários membros do governo visita as obras do Monumento ao Marquês de Pombal, na Rotunda (3 de Maio de 1932). Como observava Ramalho Ortigão, em 1882, assim se vê consignar a estima deste povo pelo charlatanismo dos seus tiranos. Criticava o projecto de estátua do marquês e propunha que se retirasse a de D. José no Terreiro do Paço, ficando apenas o cavalo: o único que merece continuar a contemplar Cacilhas...

Norton de Matos grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, enquanto Tamagnini Barbosa, ex-ministro sidonista, lidera a obediência maçónica também do rito escocês (Janeiro de 1933). Parece ter sida criada uma loja maçónica da imprensa de rito escocês com Pereira da Rosa, Moses Bensabat Amzalak e Carlos de Oliveira, os donos de O Século.

Lei nº 1901 sobre a extinção da maçonaria (21 de Maio de 1935). A proposta nasceu do deputado José dos Santos Cabral (1885-1950), ex-nacional-sindicalista feito director-geral no novo regime, sendo apresentada em 18 de Janeiro. Artigo de Fernando Pessoa, no Diário de Lisboa, contra a proposta (4 de Fevereiro). Parecer da Câmara Corporativa, subscrito por Domingos Fezas Vital, Afonso de Melo Pinto Veloso, Gustavo Cordeiro Ramos, José Gabriel Pinto Coelho e Abel de Andrade, o principal inspirador do mesmo (27 de Março). O Grande Oriente Lusitano considera que parte dos elementos fornecidos ao parecer vieram de António Vicente Ferreira, então aderente ao salazarismo, maçon desde 1911 e, por quatro vezes, ministro durante a I República. Publicado o parecer (2 de Abril). Norton de Matos, então Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano apresenta a demissão (4 de Abril). Sucede-lhe, como Grão-Mestre interino. Maurício Costa, até 19 de Maio de 1937, quando faleceu. Aprovado projecto sobre as sociedades secretas (5 de Abril). Pela Lei nº 1950, de 18 de Fevereiro de 1937, os respectivos bens passam para a Legião Portuguesa. Se o Grande Oriente Lusitano mantém clandestinamente as actividades, o Grémio Luso-Escocês aceita submeter-se à determinação da lei.

1943:
Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista (Dezembro). Organização clandestina presidida por Norton de Matos, surgida em Dezembro, congregando o PRP, a SPIO, a União Socialista, o grupo da Seara Nova, a Maçonaria, anarco-sindicalistas oriundos da CGT, católicos oposicionistas, monárquicos e PCP.

1960 – Reactivada a Liga Portuguesa dos Direitos do Homem, que se filia na Fedération Internationale des Droits de L’Homme (2 de Janeiro). Em Maio assume a presidência deste grupo para-maçónico Luís Hernâni Dias Amado (1901-1991).

 

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 19-05-2007  

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007