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  Acção Católica Portuguesa (1933)


Pio XI em 10 de Novembro de 1933 institucionaliza a Acção Católica Portuguesa, levando à dissolução na prática do Centro Católico, considerado a partir de então como mero órgão de defesa da Igreja no campo legal, embora distinto e separado da Acção Católica, conforme a nota oficiosa do episcopado de 16 de Novembro de 1933.

Católicos dissidentes. Grupos de católicos, ditos cristãos, populistas, católicos e republicanos que decidem não diluir-se na União Nacional em 1933, onde se destacam a Era Nova e o Grupo de Estudos Sociais do Porto, liderados pelo Padre Joaquim Alves Correia (1886-1951). O primeiro começa a editar um semanário em 30 de Janeiro de 1932, com o ex-comunista Manuel Ribeiro, agora romancista, e Luís Torrezão, e o segundo era uma dissidência do Círculo Católico de Operário. Tinha-se tornado conhecido em 1929, quando editou um número único do jornal O Grito do Povo comemorando a Rerum Novarum.

Em Dezembro de 1934, uma série de militantes do centro aparecia como deputado salazarista, como Diogo Pacheco de Amorim, Pinheiro Torres, José Maria Braga da Cruz, Joaquim Diniz da Fonseca, Juvenal de Araújo, Mário de Figueiredo, António Sousa Gomes e o cónego Correia Pinto. Salazar considera então o Centro como inconveniente e dispensável, porque era intromissão da política na religião levando a uma confusão indesejável da Igreja com um partido. Em Dezembro de 1937 começam as emissões da Rádio Renascença, a segunda estação radiofónica católica do mundo, depois da Rádio Vaticano.

 

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007