Confederação Maçónica Portuguesa (1849)


Depois de em Junho de 1849 Francisco António de Campos se demitir de Grão Mestre da Maçonaria do Sul, que havia sido fundada por Saldanha, o grupo entre em crise até Outubro de 1849. Em 26 de Dezembro desse ano o grupo passa a Confederação maçónica Portuguesa, tendo como Grão Mestre João Gualberto de Pina Cabral.

●Em 12 de Junho de 1851, o conde das Antas, Francisco Xavier da Silva Pereira, é eleito grão-mestre.

●Sucede-lhe, em 20 de Maio de 1852, Rodrigues Sampaio.

●Em 1853, Loulé é eleito grão-mestre.

●De Março a Novembro de 1862, é a vez de ascender José Estêvão a tal posto.

●Sucede-lhe Lobo de Ávila desde Fevereiro de 1863

●Em Março de 1864, Loulé vence a candidatura de Lobo de Ávila, depois da contestação que Inocêncio Francisco da Silva move a Lobo de Ávila.

●Mas Loulé, então chefe do governo, não exerce as funções, sendo substituído por Joaquim Abreu Viana.

●Em Janeiro de 1866 dá-se a eleição de Mendes Leal.

 

 

Em Maio de 1851 algumas lojas ainda existentes da Maçonaria do Norte, que havia sido dirigida por Passos Manuel, integram-se nesta Confederação. Em 12 de Junho de 1851 é eleito como Grão Mestre o conde das Antas, Francisco Xavier da Silva Pereira. Sucede-lhe Loulé, substituído interinamente por Rodrigues Sampaio até 1853.

1852. Loulé, 1º duque de (1804-1875) é eleito grão-mestre da Confederação Maçónica Portuguesa (Março). Edita-se o quarto volume da História de Portugal de Alexandre Herculano que, cada vez mais anticlerical, também lança a História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal, sendo eleito presidente da Câmara de Belém pela oposição histórica. Defende então que o país seja governado pelo país. Por decreto de 23 de Julho é criado um seminário em Luanda, no ano em que o papa coloca no Índex obras galicanas e cerca de sessenta bispos não subscrevem o dogma da infalibilidade papal.

 

1862. José Estêvão, grão-mestre. Toma posse em 9 de Abril, mas vai falecer em 4 de Novembro desse mesmo ano. No discurso de posse, considera que a maçonaria é uma religião e pretende mobilizar no seu seio as excelências do país para que possam vigiar-se as praias da civilização, reconhecendo que as perseguições acabam, mas alertando contra a reacção e os inimigos da verdadeira luz.

 

Federação Maçónica Portuguesa

●Cisão da CMP, liderada por José Elias Garcia (de 1863 até 1869)

1864 – Polémica na Confederação Maçónica Portuguesa, com Inocêncio Francisco da Silva a atacar a liderança de Lobo de Ávila, defendendo o regresso de Loulé ao cargo de grão-mestre (Fevereiro). No mês seguinte, o presidente do conselho é eleito grão-mestre da Confederação Maçónica Portuguesa, em disputa com Lobo de Ávila, mas não exerce o cargo, que será ocupado interinamente por Joaquim de Abreu Viana até Janeiro de 1866.

Lobo de Ávila cria a cisão da Confederação Maçónica Progressista de Portugal É acompanhado, por breves tempos, por Mendes Leal que, em Janeiro de 1866, acabará eleito Grão-mestre do grupo mãe.

●Polémica na Confederação Maçónica Portuguesa. Inocêncio Francisco da Silva a atacar a liderança de Lobo de Ávila, defendendo o regresso de Loulé ao cargo de grão-mestre (Fevereiro de 1864).

●Loulé é eleito grão-mestre, em disputa com Lobo de Ávila (Março de 1864). Mas o presidente do conselho não aceita o lugar.

●O cargo será ocupado interinamente por Joaquim de Abreu Viana até Janeiro de 1866.

 

 

 

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 08-05-2007