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Movimento Nacional Sindicalista (1932)


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Movimento chefiado por Francisco Rolão Preto. Surge em 1932 e atinge o seu auge durante o ano de 1933. Proibido por Salazar em Agosto de 1934 chega a participar num golpe de Estado de Setembro de 1935. Conhecido como o movimento das camisas azuis, constituindo a forma mais similar ao fascismo, ocorrida entre nós. Moncada, um aderente, reconhece que o movimento não passou de um epifenómeno de superfície como o da fosforescência de certas vagas no mar, marcado pelos ventos soprados da Itália e da Alemanha, com uma grande confusão de ideias e de sentimentos

Jornal «Revolução»

 Em 15 de Fevereiro de 1932, surge o jornal Revolução, intitulado diário académico nacionalista da tarde que, a partir de 14 de Março, passa a ter Rolão Preto como director, transformando-se, a partir de Maio, no órgão do nacional-sindicalismo. Dominam-no jovens estudantes, quase todos provindos do integralismo e quase todos de direito. Entre os colaboradores, Amaral Pyrrait, António Lepierre Tinoco, Dutra Faria, António Pedro, Júlio de Castro Fernandes, Fernanda de Castro, Manuel Múrias, Garcia Domingues, João de Almeida, Barradas de Oliveira, Almada Negreiros, Augusto Ferreira Gomes, João Ameal, Teófilo Duarte, Eduardo Frias. Publicam vários textos e poemas de Fernando Pessoa.

Em 18 de Fevereiro de 1933, Jantar dos nacionais-sindicalistas no Parque Eduardo VII. Saudações fascistas. Discurso de Neves da Costa: isto tem tanta força que ninguém já será capaz de nos fechar a porta. Rolão Preto tem a apoiá-lo, o general João de Almeida, Afonso Lucas, o professor Eusébio Tamagnini e o alferes Neves da Costa.

Apoiam-no em Coimbra, os professores catedráticos Cabral de Moncada, José Carlos Moreira, João da Costa Leite, Lopes de Almeida, Gonçalves Rodrigues e Eusébio Tamagnini. Em Lisboa, Em Brga, António Dória. Na Guarda, Mário dos Santos Guerra, Tavres Ferreira, João de Almeida. Outros apoiantes são Simeão Pinto Mesquita, Alberto Monsaraz, Mário Cardia, Fernando Pires de Lima, Luís Forjaz Trigueiros, António Pedro, Luís Pastor Macedo, Augusto Pires de Lima, Eduardo Frias, Virgínia Vitorino, J. D. Garcia Domingues, Dutra Faria, Ramiro Valadão, Lepierre Tinoco


Em 22 Fev., Costa Leite recusa fazer parte do Conselho Superior do Nacional Sindicalismo por este tomar atitude hostil contra o Dr. Salazar.

Em 28 de Maio de 1933, Desfile nacional-sindicalista em Braga. Incidentes.

Sessão no Teatro S. Carlos Em 16 de Junho, decorre uma sessão nacional-sindicalista no São Carlos. Rolão Preto discursa: pesam sobre nós as velhas teorias financeiras, os absurdos conceitos económicos, em nome dos quais o homem é escravo da plutocracia, da usura, do Estado.

Em Agosto é anulada a autorização para a propaganda nacional-sindicalista e suspenso o orgão oficial Revolução.

Cisão no congresso do nacional-sindicalismo. Supico Pinto e José Cabral são pela subordinação ao Estado Novo. Rolão Preto e Monsaraaz pela independência.

Em 10 de Julho de 1934 dá-se a detenção de Rolão Preto. É exilado no dia 14, com Alberto Monsaraz.

Proibição do movimento

Em 29 de Julho de 1934 Nota oficiosa de Salazar comunica a extinção do nacional-sindicalismo por ser inspirado em certos modelos estrangeiros.

Revolta de 1935

Em 9 e 10 de Setembro de 1935: Revolta da Bartolomeu Dias e do quartel da Penha de França. Nacionais-sindicalistas participam na revolta. Rolão Preto de novo no exílio

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007