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Partido Progressista (1876)

 

Surge em 7 de Setembro de 1876, pelo Pacto da Granja, com a fusão de históricos e reformistas, isto é de todos os liberais que não se dizem conservadores, ao contrário do que então dizia Fontes Pereira de Melo dos regeneradores, qualificados como liberais e conservadores. Instalado solenemente no dia 17 de Novembro seguinte.

Pacto da Granja (7 de Setembro). Unificação de históricos e reformistas, sob a égide de Anselmo Braamcamp. Instalação solene do novo Partido Progressista (17 de Dezembro).

●Nesse pacto, subscrito, entre outros, por Anselmo José Braamcamp, Alves Martins, José Luciano, Mariano de Carvalho e Tomás António de Oliveira Lobo, prevê-se uma larga descentralização administrativa anulando a intervenção do poder central nos actos eleitorais e a ampliação do sufrágio e representação das minorias.

●A partir de então, lançam-se as bases de uma bipolarização, entre progressistas e regeneradores, eliminando-se a fragmentação caudilhista, até então dominante. Apesar de tudo, ainda ficam desalinhados os constituintes de Dias Ferreira e os avilistas, já gravitando em torno dos regeneradores, enquanto se esboça a constituição de um partido republicano, na altura ainda platónico.

●Já antes, em 1875, se tinha fundado o Partido Socialista Português que se assumia como marxista contra o bakuninismo.

Primeiro governo. 1879

O primeiro governo deste partido assume funções no dia 1 de Junho de 1879, sob a presidência de Anselmo Braamcamp Freire, até 25 de Mrço de 1881. Em 664 dias, prometendo moralidade e liberdade, mobilizam nomes como os de José Luciano, Cardoso Machado, Barros Gomes, Saraiva de Carvalho, João Crisóstomo, José Joaquim de Castro, marquês de Sabugosa e Visconde de S. Januário. Vencem as eleições de 19 de Outubro de 1879. Entre os deputados que elegem, destaca-se António Cândido que, logo em 17 de Fevereiro de 1880, defende um programa de Vida Nova. Outros nomes mobilizados como deputados são Emídio Navarro e Veiga Beirão. Mas em Janeiro e Dezembro de 1881 logo fazem como os regeneradores, com duas fornadas de pares.

Da adesão de Oliveira Martins à morte de Braamcamp

Mas em 1885 (Fevereiro) eis que Oliveira Martins, antigo socialista e republicano, adere ao partido, declarando que o mesmo é dos herdeiros de Passos.  Segue-se a adesão de Carlos Lobo d’Ávila, quando Antero declara que o regime fontista não passa de uma oligarquia burocrático-financeira.

Depois da morte de Braamcamp em Setembro de 1885. Luciano, eleito em 10 de Dezembro de 1885, teve o apoio de Barros Gomes e Oliveira Martins e a oposição de Emídio Navarro e Mariano de Carvalho.

Com a queda do gabinete de José Luciano, por causa do Ultimatum, ficam reduzidos a 33 deputados.

Em Lisboa, apoiam as candidaturas dos republicanos, em lista de protesto.

Cronologia

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 08-05-2007