1826

Das facções à guerra civil (desde Agosto). Surge uma sucessão de revoltas anti-cartistas. Movimentações no Alentejo desencadeadas pelo brigadeiro António Tavares Magessi em Vila Viçosa (2 de Agosto). Guarda Real da Polícia de Lisboa, afecta a D. Carlota Joaquina, que havia sido organizada pelo conde de Novion, manifesta-se no Campo Pequeno a favor de D. Miguel (21 de Agosto). Segue-se a revolta de Almeida, com o visconde de Montalegre. Revoltas no Algarve (5 de Outubro), localmente reprimidas pelo próprio ministro da guerra, Saldanha. Desembarcam em Lisboa 150 soldados britânicos, para protegerem o Palácio Real (16 de Outubro). Saldanha cria uma milícia cartista. Revolta de Vila Pouca de Aguiar (21 de Outubro). Conde de Amarante invade Trás-os-Montes a partir de Espanha. Assalto a Bragança, defendida por José Lúcio Travassos Valdez, futuro conde de Bonfim (23 de Novembro). Seguem-se várias revoltas na Beira, com o visconde da Várzea, António de Albuquerque, Teles Jordão e o visconde de Molelos. No Alentejo e Algarve, Magessi. Em defesa da Carta, Francisco de Paula Azeredo, futuro conde de Samodães, Marquês de Angeja, conde de Vila Flor (futuro duque da Terceira) e o brigadeiro António Claudino de Oliveira Pimentel. O povo, contudo, alheava-se deste conflito entre facções armadas e vendo passar a tropa apenas dava vivas a quem mandava em dias de feira. A guerra ainda passava ao lado das populações. Era rápida, mercenária, profissional. Ainda não era apaixonadamente mobilizadora. Até porque o jogo das adesões ainda pouco tinha a ver com convicções, tudo se mostrando fluído.