●O
regresso da guerra civil.
Revolta liberal desencadeada em Aveiro em 16 de Maio, a partir do batalhão de
caçadores 10 que logo marcha para o Porto, onde se forma uma Junta do Governo
Provisório presidida pelo general Hipólito Costa e integrando, entre outros,
Manuel António Velez Caldeira (1791-1868) e Joaquim António Magalhães. Cercados,
aí resistem até 2 de Julho. Segue-se revolta em Coimbra (22 de Maio). Falha
pronunciamento cartista no Algarve (25 de Maio). Falta um grande general aos
cartistas, sendo convocado o brigadeiro Claudino Pimentel que quando se dirige
para o Porto é preso, acabando por morrer na cadeia
.
●Chega
a Belfast.
Os do Porto recebem o apoio de alguns chefes liberais que vêm do exílio, a bordo
do navio Belfast, que traz Vila Flor, Taipa, Cândido José Xavier,
Francisco de Paula Azevedo e outros (26 de Junho). Palmela assume o próprio
comando militar e, no terreno, destacam-se Saldanha e Sá Nogueira. Todos acabam
por fugir no mesmo navio, à excepção do último que consegue garantir a retirada
para a Galiza de 4 000 soldados, dos quais 2 386 acabam por embarcar para
Inglaterra.
●Derrota na Cruz dos Mouroços –
Pouco antes, os pedristas, comandados pelo brigadeiros Francisco
Saraiva da Costa Refoios (1779-1842), são derrotados no combate da acção dos
capitães, entre a Venda do Cego, Antanhol e a Cruz dos Morouços, a Sul de
Coimbra, com Refoios, do lado cartista, e Povoas, da banda miguelista (24 de
Junho). As tropas miguelistas do General Póvoas entram no Porto e a partir de
então estender-se, a todo o continente, o governo miguelista (3 de Julho).
●Terrorismo
de Estado.
Criado um tribunal de excepção para o julgamento dos revoltosos do Porto, em
14
de Julho. Como salienta Carlos Passos, com D. Miguel a forca era instrumento
legal do castigo; com D. Pedro efectuava-se o castigo com o punhal e o trabuco.
Entre os dois, venha o Diabo e escolha.