1828

O regresso da guerra civil. Revolta liberal desencadeada em Aveiro em 16 de Maio, a partir do batalhão de caçadores 10 que logo marcha para o Porto, onde se forma uma Junta do Governo Provisório presidida pelo general Hipólito Costa e integrando, entre outros, Manuel António Velez Caldeira (1791-1868) e Joaquim António Magalhães. Cercados, aí resistem até 2 de Julho. Segue-se revolta em Coimbra (22 de Maio). Falha pronunciamento cartista no Algarve (25 de Maio). Falta um grande general aos cartistas, sendo convocado o brigadeiro Claudino Pimentel que quando se dirige para o Porto é preso, acabando por morrer na cadeia

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Chega a Belfast. Os do Porto recebem o apoio de alguns chefes liberais que vêm do exílio, a bordo do navio Belfast, que traz Vila Flor, Taipa, Cândido José Xavier, Francisco de Paula Azevedo e outros (26 de Junho). Palmela assume o próprio comando militar e, no terreno, destacam-se Saldanha e Sá Nogueira. Todos acabam por fugir no mesmo navio, à excepção do último que consegue garantir a retirada para a Galiza de 4 000 soldados, dos quais 2 386 acabam por embarcar para Inglaterra.

 

●Derrota na Cruz dos Mouroços – Pouco antes, os pedristas, comandados pelo brigadeiros Francisco Saraiva da Costa Refoios (1779-1842), são derrotados no combate da acção dos capitães, entre a Venda do Cego, Antanhol  e a Cruz dos Morouços, a Sul de Coimbra, com Refoios, do lado cartista, e Povoas, da banda miguelista (24 de Junho). As tropas miguelistas do General Póvoas entram no Porto e a partir de então estender-se, a todo o continente, o governo miguelista (3 de Julho).

 

●Terrorismo de Estado. Criado um tribunal de excepção para o julgamento dos revoltosos do Porto, em 14 de Julho. Como salienta Carlos Passos, com D. Miguel a forca era instrumento legal do castigo; com D. Pedro efectuava-se o castigo com o punhal e o trabuco. Entre os dois, venha o Diabo e escolha.