1842

Pronunciamento de Costa Cabral no Porto (27 de Janeiro). Instituída uma Junta Provisória de governo, com António Bernardo da Costa Cabral, barão da Ponte de Santa Maria. Marcelino Máximo de Azevedo e Melo e António Pereira dos Reis. O ministro da justiça, chegado ao Porto, onde tinha sido eleita uma câmara municipal que lhe era próxima, da facção contrária aos irmãos Passos, logo entra em ligação com as lojas do GOL que lhe são afectas, principalmente com a loja Regeneração, dirigida por José Bernardo da Silva Costa Cabral (1801-1869), conde de Cabral desde 1867. Já no dia 25 mandara para Lisboa dois delegados seus, a fim de pedirem o apoio do GOL para a movimentação. Antes, José Jorge Loureiro avisara Terceira da inoportunidade da ida de Cabral ao Porto e da quebra de disciplina que representa a proliferação de clubes maçónicos nos quartéis.

Manifesto – Emitido um Manifesto da Junta Provisória aos Portugueses, onde se clama que a constituição de 1838 não tem as simpatias de nenhum partido político: o mesmo, que a fez, tem atentado contra ele, já por meio de maquinações latentes, já por meio de demonstrações públicas e ruidosas.

Reacção anti-cabralista – Reunião de senadores, em casa do duque de Palmela, e de deputados, em casa de Atouguia, protestando contra as movimentações cabralistas.

Setembristas estão isolados. António Ribeiro Saraiva (1800-1890) considera que os setembristas estão isolados; só por nós podem ter simpatia e apoio dos Tories ingleses; ou outro qualquer aqui. Que têm eles? - Só por nós podem ter empréstimo e dinheiro. - Só por nós podem ter pretexto decente - a legitimidade - para mandarem embora os Coburgos, e para virar de bordo. - Setembrismo é coisa exótica, sem simpatias algumas aqui. Cartismo há e entende-se; mas não Setembrismo.