1903
●Greve geral em Coimbra, dita revolta do grelo (13 de Março). O protesto tem como pretexto a contribuição industrial, impedindo-se a entrada na cidade dos pequenos agricultores dos campos de Cernache. Intervenção da polícia e morte de um manifestante. Populares respondem à pedrada e ferem gravemente o comandante da força, o alferes Antunes. Nova carga policial e mais um morto. Estudantes manifestam-se em solidariedade para com as vítimas e a Universidade é encerrada. Nomeado um governador militar, com a cidade a ser ocupada por 500 soldados. No dia 14, greve de protesto dos comerciantes, que encerram as lojas. Os soldados são atacados a tiro. Progressistas apoiam as medidas do governo para o restabelecimento da ordem. Só no dia 16 é que a região volta à normalidade. Segundo denúncias publicadas no jornal O Dia, de 16 de Março, sociedades secretas de estudantes teriam previsto um ataque ao comboio no qual regressa a Lisboa, vindo de Paris, Pereira Carrilho. Embora o mesmo não tenha sido descarrilado, é efectivamente atacado a tiro e à pedrada.