Greves em Lisboa de solidariedade com as dos rurais alentejanos, promovidas pela União dos Sindicatos Operários (de 28 a 30 de Janeiro de Lisboa). Eléctricos de Lisboa que furam a greve são atacados à bomba (29 de Janeiro). Em Évora a GNR ataca o sindicato. Declarado o estado de sítio na capital (30 de Janeiro). Em resposta, decreta-se greve geral, a primeira do regime, havendo graves incidentes. A turbulência dura até 12 de Fevereiro.

Tareia para cima – A greve geral deu-me horas de incerteza e de inquietação, mas foi boa porque permitiu realizar uma limpeza que doutra forma não se realizaria. Tirámos setecentas e tantas bombas a essa Cambada da Carbonária que ficou quase completamente desarmada. E agora se se fizerem finos, tareia para cima…(Augusto Vasconcelos, em carta dirigida a João Chagas).