Anarco-sindicalistas e comunistas – Comício promovido pela CGT contra o fim do pão político (23 de Agosto). Pró-soviéticos acusam de traição a direcção da central. Decretada a greve geral. Bombas em Lisboa, Beja, Alhos Vedros e Montijo. A maioria das greves cessa em 25 de Agosto. A Batalha critica o pão político que só avantajava a moagem e alguns intermediários, defendendo-se a importação livre de trigo exótico. CGT divulga os resultados do referendo feito aos sindicatos sobre a adesão à AIT, apoiada por 104, contra os 6 que preferiram a adesão à ISV. Há apenas 5 abstenções (28 de Setembro). Visita o Tejo um navio soviético, o primeiro desde 1917. A tripulação do Rylejeff visita a sede da CGT, bem como o sindicato dos arsenalistas do Exército, sendo, em ambos os casos, entusiasticamente recebida(15 de Outubro). No dia 1 de Novembro, com a visita de outro navio soviético, o governo já proíbe que a tripulação se desloque a terra. Teixeira Gomes recebe uma delegação da USOL que protesta contra o facto de, há cem dias, haver operários detidos, sem culpa formada (18 de Outubro). Sindicalistas afectos à ISV editam o primeiro número da folha A Internacional (3 de Novembro). Mudança de orientação em A Batalha, com abandono das teses anarco-sindicalistas e do mito da greve geral. Em vez de forças vivas, passa a usar-se a expressão burguesia (10 de Novembro).