Boatos
sobre intentona 1938
Em
Janeiro de 1938, depois da reforma militar, a lei da organização do exército
(Lei nº 1960), de 1 de Setembro de 1937, surgem boatos sobre nova intentona.
Forças policiais e Legião Portuguesa são colocadas em estado de alerta.
Reserva a pertença ao Exército a portugueses, originários ou
naturalizados, filhos de pais europeus e, como condição para o ingresso na
Escola do Exército, impõe o ser português, solteiro, filho de pais
portugueses e europeus. Durante o protesto o governador militar de Lisboa,
general Domingos de Oliveira, chega a ir a Belém pedir a demissão de Salazar,
mandando fechar os quartéis com os soldados lá dentro. Carmona diz que também
se demitiria e manda-o falar com o Salazar que o convence a aderir à reforma.
Na sequência desta agitação, Teotónio Pereira e Armindo Monteiro saem do
governo para lugares diplomáticos.