Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
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1850 Oliveira Martins, Costa Cabral, o conde de Tomar, era mais do que um homem: era um sistema e um fantasma. No ódio com que o recebiam mostravam-lhe quanto ele valia, pelo medo que lhe tinham |
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µGrande campanha de imprensa contra António Bernardo. Jornal britânico Morning Post insinua corrupção e relações imorais do chefe do governo com a rainha (12-01). MProposta de lei das rolhas (01-02) leva a manifesto público anticabralista (18-02). Lei é emitida em 03-08. MA. B. Costa Cabral entra em conflito com Saldanha (07-02). µ José Bernardo da Silva Cabral, em oposição aos irmão António Bernardo e João Rebelo, é eleito grão-mestre do GOL (30-11) |
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& No ano da morte de Bastiat, Henri-Charles Carey (1793-1879) divulga o modelo nos Estados Unidos, onde edita Harmony of Interest. Já em França, destaca-se a obra de Augustin Thierry (1795-1856), encomendada por Guizot, Essai sur l’Histoire de la Formation et des Progrès du Tiers État, concluída em 1851. Também em Paris, Juan Donoso-Cortés publica Discurso dobre Europa. É o ano da discussão do federalismo, com o socialista utópico Fourier a assumir a necessidade de uma federação europeia, em La Dernière Guerre et la Paix Definitive en Europe. Marx , por seu lado, desprezando esta reivindicação burguesa, prefere a centralização da força, numa república alemã una e indivisível, em consonância com Bismarck que, em Dezembro, contrariando o romantismo defende a necessidade do egoísmo, como base do Estado. Em Portugal, destaque para duas obras de marca krausista: Vicente Ferrer de Neto Paiva edita Princípios Gerais de Philosophia do Direito e António Luís de Seabra (1799-1898) lança A Propriedade. Filosofia do Direito. Já Alexandre Herculano emite o manifesto anticlerical Eu e o Clero, ao mesmo tempo que se manifesta contra a chamada Lei das Rolhas (18 de Fevereiro). Por seu lado, Luís Augusto Rebelo da Silva (1821-1871) é encarregado pela Academia das Ciências de continuar a obra do Visconde de Santarém.
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Janeiro12 Morning Post, onde pontificam miguelistas, fala na riqueza dos palácios de Costa Cabral. Insinuam-se relações imorais entre Costa Cabral e D. Maria II. Cabral processa o jornal nos tribunais ingleses. Fevereiro1 É apresentada a proposta de Lei das rolhas. 7 Saldanha entra em conflito com Cabral e é demitido de mordomo-mor da casa real, conselheiro de Estado, vogal do Supremo Tribunal de Justiça Militar e de primeiro ajudante de campo de D. Fernando. 18 Surge um manifesto público contra a lei das rolhas, subscrito por Garrett, Herculano, Latino Coelho e Lopes de Mendonça, em nome da liberdade de pensamento. Conde de Lavradio na Câmara dos Pares acusa A. B. da Costa Cabral de criminoso de lesa magestade. Saldanha apoia Lavradio. |
Abril16 Por carta de lei, referendada por António José de Ávila, era confirmada a criação do Banco de Portugal, cuja designação surgira no artigo 9º do decereto de 17 de Novembro de 1846, quando os activos e passivos da Companhia de Confiança Nacional se incorporaram no Banco de Lisboa (era então ministro da fazenda o visconde de Algés, José Maria de Sousa Azevedo) Agosto3 Aprovada a Lei das Rollhas Novembro 30 José Bernardo da Silva Cabral é eleito grão-mestre do Grande Oriente Lusitano. Este está então em ruptura com os irmãos de sangue António Bernardo e João Rebelo. Passa a contar como colaboradores Agostinho Albano da Silveira Pinto, João Lourenço da Cruz, João Paulino Vieira e o cónego Euletério Francisco de Castelo Branco. Estava constituído a facção josefista cabralista da maçonaria (AHOM, HMP, II, p. 90). Dezembro15 Nova fornada de pares. A terceira concedida a Cabral. O governo passava a ter 53 pares em pouco mais de cem. |
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