Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
Evola, Giulio Cesare Andrea (1898-1974)
Assume-se como neo-gibelino, considerando-se membro do partido tradicional, mais homem de direita do que fascista. Oficial de artilharia na Grande Guerra de 1914-1918. Adere ao dadaísmo e ao modernismo de Marinetti nos anos vinte. Divulgador de temas esotéricos. Defende o mundo da tradição contra o mundo moderno na linha do esoterismo de René Guénon. Ligado a Mussolini, tem a oposição de Gentile. No título de uma das suas obras, propõe que se cavalgue o tigre, de acordo com um ditado oriental, para o impedir de morder e para, eventualmente, poder dirigir-se a sua capacidade de correr. Defende o elitismo contra o bonapartismo, contra aqueles que recebem o poder de outros e não afirmam um princípio superior.
·Saggi sull'idealismo magico, 1925.
·Fenomenologia dell'individuo assoluto, 1930.
·La tradizione ermetica, 1930.
·Rivolta contro il Mundo Moderno, 1934. Cfr. trad. port. de José Colaço Barreiros Revolta Contra o Mundo Moderno, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1989, com uma Breve Nota sobre a Vida e a Obra de Julius Evola, da autoria de Rafael Gomes Filipe.
· Il mito del sangue, 1937.
·Sintesi di una dottrina della razza, 1941.
·Gli Uomini e le Rovine, 1953 (cfr. trad. fr. Les Hommes au Milieu des Ruines, Sept Couleurs, 1972).
· Metafisica del sesso, 1958.
·Cavalcare la Tigre, Milão, 1962.
·Il Fascismo dal Punto di Vista della Destra e Note sul Terzo Reich, Roma, Volpe, 1974.
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