Isabel Maria, Infanta D. (1801-1876) REGENTE ENTRE 1826 E 1828. Instituído o Conselho de Regência em 6 de Março de 1826. Morte de D. João VI no dia 10. Jura a Carta em 31 de Julho de 1826.
Isabel Maria - Regime político do Primeiro Cartismo (1826-1828) O ciclo político correspondente ao primeiro período de vigência da Carta Constitucional, entre 1826 e 1828, apesar de curto, merece destaque. Quanto à forma do poder, assinale-se que os dois diplomas fundamentais para a respectiva definição são, além da Carta Constitucional, jurada em 31 de Julho de 1826, as instruções de 7 de Agosto de 1826 sobre as eleições, referendadas pelo ministro Trigoso. Eles traduzem a introdução em Portugal de um novo edifício institucional, aquele que podia ter sido concretizado em 1814, evitando a ruptura vintista, mas que vai ser boicotado pela pressão da balança da Europa, principalmente pela atitude táctica da Santa Aliança, motivado pela situação política espanhola. A introdução do constitucionalismo nasce torta e demorará muito tempo a endireitar. Com efeito, D. Pedro não conhece a efectiva realidade portuguesa, vê-se a si mesmo como meio Bolívar e meio Washington, marcado pela codificacionite à maneira de Bentham. Os cortesãos de Lisboa pensam que D. Pedro abdicaria em D. Miguel. Stuart sugere que a Carta seja pelo menos efectivada através da reunião dos Três Estados à maneira tradicional. Acaba por dominar o pronunciamento de Saldanha, apoiado pelas burguesias comerciais e pelas maçonarias A sede formal do poder acha-se na regência individual de D. Isabel Maria e no governo que dela dimanava. No Governo, na Câmara dos Deputados, na Câmara dos Pares e no Conselho de Estado. Mas D. Pedro, a partir do Rio de Janeiro não comanda o processo. Com efeito a sede efectiva do poder está no comando militar do ministério da guerra, no jogo de influências no Paço, junto da regente. Local onde se fazem e desfazem governos, pela intriga e pela pressão diplomática. Quanto aos grupos sociais, os grandes do reino são favoráveis à Carta, juntamente com a burguesia mercantil. A pequena nobreza não é beneficiada. O clero em guerra aberta. O povo em geral abstém-se. No governo está o grupo de Trigoso/ Sobral/ Lavradio em sucessivos conflitos, primeiro, com o grupo de Saldanha; depois, com o grupo de Melo Breyner. Acaba por triunfar o grupo ligado aos apostólicos. Quanto às facções, destacam-se o grupo apostólico do interior manobrado por D. Carlota Joaquina, apoiado por membros do clero ferozmente antimaçónicos; o grupo rebelde apostólico que invade Portugal a partir de Espanha, com o marquês de Chaves, Magessi e Teles Jordão; os moderados apostólicos que aceitam as regras do jogo nas Câmaras e no governo, como é o caso do bispo de Viseu, Francisco Alexandre Lobo e do visconde de Santarém. Próximos estão todos os futuros miguelistas que esperam a chegada de D. Miguel em conciliação com D. Pedro. Há moderados que pretendem conciliar o tradicionalismo com a ideia de governo representativo (Trigoso e São Luís); moderados liberais que apoiam Lavradio e Sobral, como Luís Mouzinho de Albquueruqeu, Filipe Ferreira Araújo e Castro, Mouzinho da Silveira e o conde de Vila Real. Neste grupo amplo, pode incluir-se Palmela bem como os aristocratas e grandes do reino satisfeitos com a Carta. De referir também a existência de exaltados, ditos progressistas, como Cândido José Xavier e Pinto Pizarro, aliados a Saldanha, que comandam a máquina do ministério da guerra até Julho de 1827. Deste grupo, faz parte José Liberato Freire de Carvalho, que é nomeado redactor da Gazeta de Lisboa por Saldanha. Do mesmo modo, Abrantes e Castro. Quanto à influência externa, é dominante a dos britânicos, sob o gabinete de Canning, até Agosto de 1827. O principal representante é o embaixador A’Court, um tory, ligado ao Palmela. Em finais de Dezembro de 1826 desembarca a divisão de Clinton. As tropas britânicas vêm mais defender o terreno face a uma eventual agressão franco-espanhola. A Áustria de Metternich está interessada num acordo com o Brasil. No tocante aos actores principais, destacam-se: D. Isabel Maria, a regente, é, entre os filhos do falecido rei, a mais joanina. Saldanha, William A’Court, Trigoso, o ministro do reino; Lavradio, ministro dos estrangeiros; São Luís eleito presidente da Câmara dos Deputados em 30 de Outubro de 1826. Palmela actua em Londres. Nomeado ministro dos estrangeiros em 8 de Junho de 1827. José Joaquim Rodrigues de Bastos, intendente da políciaD. Miguel em Viena de Áustria. Jura a Carta logo em Outubro de 1826, por pressão de MetternichConde da Ponte nomeado ministro da guerra e dos estrangeiros em 26 de Junho de 1827, reprime as Archotadas. Cândido José Xavier, saldanhista, substitui o conde da Ponte nos estrangeiros e na guerra em 7 de Setembro de 1827Pinto Pizarro é o principal administrador do ministério da guerra, apoiante de Saldanha. Na primeira jogada, impõe, pela ameaça do pronunciamento militar, o juramento da Carta logo em 31 de Julho de 1826Numa segunda jogada, dinamiza o combate bem sucedido aos rebeldes militares anti-cartistaNuma terceira jogada, perde o golpe das archotadasChefias militares Marquês de Chaves, Magessi, Teles JordãoChefias militares favoráveis à CartaVila Flor, marquês de Angeja, Azeredo
Isegoria Igual direito de falar. O dever e o direito de, através da palavra, participar nas decisões da comunidade.
Isidoro (Santo) de Sevilha 570-636 Isidorus Hispalensis. Arcebispo de Sevilha desde 594. Chefe da igreja católico sob o regime dos visigodos em Espanha. Promotor dos concílios de Toledo. Autor da principal obra enciclopédiaca dos conhecimentos do mundo antigo. define a civitas como a "multidão humana associada pelo consenso do direito e pela comunhão da concórdia". Também as Siete Partidas referem que "pueblo llamam el ayuntamiento de todos los omes comunalmente, de los mayores e delos medianos e de los menores". referia que natio vem de nascendo tal como gens de engendrar :"gens autem appelata propter generationes familiarum, id est a gignendo, sicut natio a nascendo"
·Etymologiae
·Historia Gothorum
Islamismo
äIslão e Política
Islândia (Lýoveldio Island) 103 033 km2 e 260 000 habitantes. Depois da ocupação viking, no século IX, integra-se na Noruega; fica dependente da Dinamarca de 1380 a 1918; desde esta data, torna-se Estado independente em regime de união pessoal; desde 1944 com independência completa, tornando-se república. Membro da NATO desde 1949
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Islão do século XX Marxismo, 30, 198
Ismo Sufixo de origem bizantina, divulgado no ocidente europeu pelos cultores da teologia. Vem do grego ismos. Começou por ser utilizado em Portugal pela linguagem eclesiástica em palavras como baptismo, cristianismo, aforismo, exorcismo ou paganismo. Na época do renascimento, surgem várias palavras com o sufixo, por via erudita (v. g. humanismo). Nova invasão, pela língua erudita, surge nos séculos XVIII e XIX, por via francesa. Nos começos do século XX passou a ser utilizado massivamente, passando da lingiagem erudita à linguagem popular, coincidindo com o aparecimento da sociedade industrial. Significa, em princípio, a generalização de alguma coisa. Na politologia serve sobretudo para qualificar uma doutrina, uma corrente de pensamento ou uma ideologia, bem como uma atitude, uma maniera de agir que se pretende de acordo com uma doutrina.
Isócrates (436-338 a. C. ) Ateniense, defensor da unidade política da Grécia, visando um ataque à Pérsia.
Isolacionismo Do verbo isolar, o qual provém do italiano isola, ilha.
4 Tucker, Robert C., The New Isolationism. Threat or Promise?, Nova York, Universe Books, 1972.
Isocracia (gr. ). Igualdade no poder, isto é, no acesso a cargos públicos.
Isomorfismo –Correspondência entre objectos de sistemas diferente. Vem do gr. Isso, igual, em número ou em força., 41, 258
O sistema tem também isomorfismo, "uma correspondência de um a um entre objectos de sistemas dioferentes que preserva a relação entre os objectos"(Hall e Fagen). Tem homologia, "semelhança ou correspondêencia estrutural entre os componentes".
Isonomia. Igualdade de direitos.
Isotelia Igualdade no pagamento de impostos.
Isotes Igualdade.
Israel 20 325 km2. Cerca de cinco milhões de habitantes. Pela declaração do ministro dos negócios estrangeiros britânico Arthur James Balfour, de 2 de Novembro de 1917, aceita-se a reivindicação do movimento sionista no sentido da criação de um lar nacional judeu na Palestina. Trata-se, então, de dividir o Império Otomano, e os britânicos obtêm em 1920 um mandato sobre a Palestina, dividida em 1921, com a separação da Transjordânia. Uma primeira guerra entre Maio de 1948 e Janeiro de 1949. Novo conflito em 1967.