Respublica Repertório Português de Ciência Política Edição electrónica 2004 |
1891
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JANEIRO DE 1891 |
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4 |
Congresso do PRP de 4 a 7 de Janeiro |
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10 |
João de Azevedo Coutinho regressa de África, sendo votoriado |
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31 |
Revolta republicana do 31 de Janeiro de 1891. Conforme salienta Lopes d’Oliveira, desde o 31 de Janeiro todo o programa republicano é Revolução[1] |
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MARÇO DE 1891 |
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5 |
Cortes reabrem em 5 de Março de 1891 para votarem as bases do monopólio do tabaco e um grande empréstimo de 10 milhões de libras. Conde de Burnay emprestara 3 milhões de libras, com a condição de lhe ser concedido o monopólio do tabaco. |
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Abril de 1891 |
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1 |
Adiado o parlamento no dia 1 de Abril. Governo anuncia que vai governar em ditadura. |
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3 |
No dia 3 de Abril, sentenças contra os implicados no 31 de Janeiro. Dividem-se os monárquicos. Lopo Vaz, no Diário Ilustrado fala num erro judiciário. Contra ele, assumem-se Emídio Navarro no Novidades (já pedira o restabelecimento da pena de morte); Carlos Lobo d’Ávila no Tempo; Pinheiro Chagas no Correio da Manhã e Hintze Ribeiro n’O Português. |
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21 |
Morte de Elias Garcia |
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Maio de 1891 |
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7 |
Em 7 de Maio é suspensa por 90 dias a convertibilidade das notas de banco. Depois de uma corrida à conversão das notas, uma corrida ao levantamento dos depósito. O papel-moeda fica desvalorizado em cerca de 10% |
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Sucessivas prevenções militares |
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25 |
Grande remodelação governamental Em 25 de Maio de 1891: Lopo Vaz de Sampaio e Melo substitui António Cândido no reino e passa a exercer a pasta de ministro da instrução pública, então restaurada; Alberto António de Morais de Carvalho substitui António Emílio Correia de Sá Brandão na justiça; Mariano de Carvalhp substitui Augusto José da Cunha na fazenda; Júlio de Vilhena substitui António Enes na marinha e ultramar; Conde de Valbom substitui José Vicente Barbosa do Bocage nos estrangeiros; João Franco substitui Tomás Ribeiro nas obras públicas; |
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·Perante a crise, o rei consulta por escrito José Luciano e António Serpa. Estes preferem a continuidade de Crisóstomo à chamada de Dias Ferreira. São Januário ainda foi encarregado de formar novo governo, mas não consegue mobilizar Mariano de Carvalho. Este jornalista, ligado à ala radical dos progressistas e grande amigo do prior da Lapa, havia regressado de Moçambique em 1890 e dizia ter planos financeiros para salvar o Estado. A recomposição levada a cabo por Crisóstomo assentava numa efectiva aliança de Lopo Vaz e Mariano de Carvalho e o governo deixa de ser extrapartidário. |
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·No tocante à frente britânica, Valbom vai conseguir ajustar as bases do tratado de Londres em 28 de Maio e apresentá-las na Câmar dos Deputados em 2 de Junho. Apesar de tudo, José Falcão ainda proclama: eu supunha que havia coisas que não se podiam vender…Mas, depois da questão inglesa, ia desabar a questão financeira que se jogava entre banqueiros de Paris. |
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·Mariano parte imediatamente para o estrangeiro. Acredita que a situação é um poço sem fundo, para onde me lanço de olhos abertos. Faz uma sucessão de adiantamentos, sem conhecimento dos seus colegas de governo, à Companhia Real, ao Banco Lusitano e ao Banco do Povo. A quebra da bolsa de Paris no Outono impede que se concretize uma operação de grande empréstimo a Portugal. |
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Junho de 1891 |
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23 |
Aires de Gouveia na Câmara dos Pares critica a perseguição aos republicanos, considerando-os como pequena minoria (23 e 25 de Junho) |
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Julho de 1891 |
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Decretado o curso forçado das notas de banco, em 9 de Julho de 1891. |
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Conflitos entre os ministros Lopo Vaz e Mariano. |
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