Lourenço, Agostinho (1886-1964)

Director da polícia política do Estado Novo, de 1931 a 1950, primeiro da PVDE, criada em 1933, e, depois, da PIDE, a partir de 1945.

Sucedeu à liderança do comandante Ferreira do Amaral, o impulsionador de um modelo oriundo da fase decadentista da I República.

Como assinala o salazarista e ex-socialista Costa Brochado, os governos militares saídos do 28 de Maio serviram-se dos polícias que vinham da 1ª República, porque polícias não se improvisam...

Tradição e Revolução, vol. II

1936

Revolta comunista na armada (8 de Setembro). Sublevação do navio Afonso de Albuquerque e do contratorpedeiro Dão que pretendiam dirigir-se a Espanha para se aliarem aos republicanos (dias 8 e 9 de Setembro). Informações prévias da PVDE, então comandada pelo capitão Agostinho Lourenço (1886-1964), permitem a rápida actuação do ministro da marinha, comandante Ortins de Bettencourt, apoiado pelo tenente Henrique Tenreiro (1901-1994). Revolta sufocada ao fim da tarde. Sublevação é organizada pelas células de marinheiros do PCP, mobilizada pela chamada Organização Revolucionária da Armada. São quase todos transferidos para o Tarrafal que, a partir de então, passa a ser conhecido como campo da morte lenta. 157 deportados chegam a esta praia da ilha de Santiago em 29 de Outubro de 1936.

1937

Atentado anarquista contra Salazar (4 de Julho). Atentado bombista falhado contra Salazar na Avenida Barbosa du Bocage em Lisboa, organizado pelo anarco-sindicalista Emídio Santana, com o apoio da Legião Vermelha. Nas investigações que levam à detecção dos implicados, destaca-se o director da PVDE, capitão Agostinho Lourenço, e o subdirector, tenente José Catela (4 de Julho).

 

                   

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 22-04-2007