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Eleições de 1934 (16 de Dezembro)
Eleições para a Assembleia Nacional. 90 deputados. Constituição de 1933;
decreto-lei nº 23 406 de 27 de Dezembro e lei eleitoral de 6 de Novembro de
1934. 478 121 eleitores. 377 792 votantes na lista da União Nacional.
Assembleia abre em 10 de Janeiro de 1935. Sob o Governo de Salazar.
Já depois da entrada em vigor da Constituição de 1933, em 16 de Dezembro de
1934 decorreram as eleições para os noventa deputados da nova Assembleia
Nacional. Estavam inscritos nos cadernos eleitorais 478 121 cidadãos e
votaram na lista única 377 792. Todos seguiam o slogan lançado em 15 de
Dezembro por Linhares de Lima, quem votar, vota pela Nação; quem não votar,
vota contra a Nação.
54ª eleição geral
1ª Eleição legislativa do Estado Novo
16 de Dezembro de 1934
Eleição da Assembleia Nacional
478 121 recenseados 90 deputados
377 792 votantes na lista da União Nacional (cerca de 80% dos recenseados)
Decreto-lei nº 23 406 de 27 de Dezembro de 1933
Lei eleitoral de 6 de Novembro de 1934
Abre a Assembleia (10 de Janeiro de 1935)
Proibição da maçonaria (5 de Abril de 1935)
Inauguração da Emissora Nacional (1 de Agosto de 1935)
Salazar quis imprimir um carácter plebiscitário ao acto eleitoral, segundo
as suas próprias palavras
Entretanto, o regime ia editando discursos e notas oficiosas. Sobretudo
discursos calmamente encenados em salas fechadas perante delegaç ões
representativas. Ao reviralho restou fazer golpes de Estado ou organizar-se
no exílio.
A União Nacional fez a sua aparição, com numerosos militantes a
percorrerem as ruas distribuindo folhetos onde se divulgava a obra do Estado
Novo
Entre os deputados eleitos encontravam-se republicanos conservadores como
Vasco Borges, Albinos dos Reis, Ulisses Cortês, Moura Relvas, Carlos Borges
e Camarate de Campos, ao lado de monárquicos como João Amaral, José Maria
Braga da Cruz, António Pinto de Mesquita, Carneiro Pacheco e Augusto Cancela
de Abreu. Entre os militares, destacaram-se Passos e Sousa, Lopes Mateus,
Linhares de Lima, Ortins de Bettencourt e Henrique Galvão. Mas a marca
dominante vinha dos militantes católicos como Mário de Figueiredo, Diogo
Pacheco de Amorim, José Nosolini, Juvenal de Araújo, Correia Pinto, Joaquim
Dinis da Fonseca e Abel Varzim. Várias eram as personalidades ligadas ao
mundo agrário e os professores universitários, como Armindo Monteiro, José
Alberto dos Reis e Manuel Rodrigues.