© José Adelino Maltez, Tópicos Político-Jurídicos, revisão feita em Dili, finais de 2008, e concluída no exílio procurado da Ribeira do Tejo, começos de 2009
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Cosmopolitismo
Doutrina daquele que diz pertencer ao mundo inteiro e não apenas a uma localidade ou a uma nação. O adepto de tais boas intenções considera que está em casa em qualquer lugar do mundo. Ideia equivalente à de mundialismo, como defesa de uma certa ideia de pátria planetária, conforme expressão consagrada por Teilhard de Chardin. Neste sentido, está mais próxima da perspectiva do universalismo que do internacionalismo. Deriva da expressão grega Kosmos. Em sentido mais restrito, o cosmopolitismo constitui uma tese de origem maçónica, equivalente à ideia ecuménica do cristianismo. Se a maçonaria do século XVIII tinha como programa a constituição de uma república universal de irmãos, a ideia, radicada na filosofia estóica, tem como antecedentes as teses de Erasmo e do jusracionalismo, de Grócio, defensor de um consensus gentium, e Pufendorf a Wolf, que cunhou a expressão ius cosmopoliticum. O primeiro a usar o termo cosmopolita foi o francês Guillaume Postel, em 1560, na obra De la République des Turcs, onde defende uma paz universal e uma unidade de todos os cristãos... mas sob o comando do rei de França. Entre 1791 e 1792 chega a ser editado um jornal com o título Le Cosmopolite.
Ver Kant
Meinecke, Friedrich, Weltburgertum und National Staat, 1907 [trad. ing. Cosmopolitanism and the National State, Princeton, Princeton University Press, 1970]. 4 Pomeau, R., L’Europe des Lumières. Cosmopolitisme et Unité Européenne au XVIIème Siècle, Paris, Éditions Stock, 1966. 4 Venturi, Franco, Les Idées Cosmopolites en Italie au XVIIème Siècle. Perspectives Européens du Cosmopolitisme au XVIIIème Siècle, Nancy, Centre Européen Universitaire, 1957. |
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© José Adelino Maltez |

Última revisão:06-05-2009
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