É nesta turbulência genética que a França se lança na nacionalização
do gás, da electricidade, do carvão e dos seguros e tem que enfrentar a
crise da Indochina, onde se tinha instalado no norte do território,
desde 1945, uma República Democrática do Vietname, sob a liderança de Ho
Chi Minh, com o apoio dos chineses e dos norte-americanos.
Com o regresso das autoridades coloniais, os franceses tentam
instalar uma federação nos quadros da União Francesa, juntando o Laos, o
Cambodja,bem como duas zonas distintas do Vietname, a Cochinchina e
Tonquim.
Em Hanói, há um comissário francês, Sainteny, que logo em 06 de Março
de 1946, pretendendo lançar os vietnamitas contra os chineses, reconhece
a república viet-minh, como um Estado independente, no quadro da
Federação indochinesa, no seio da União Francesa. No sul, em Saigão, o
alto-comissário, nomeado pouco depois, o almirante Thierry d’Argenlieu,
em nome da estrita restauração da Indochina francesa, anterior a 1939,
toma decisões próprias e proclama uma República Livre da Conchinchina.
Recorde-se que só em 18 de Março de 1946 é que começaram a chegar
tropas francesas ao territórioantes de começarem as falhadas
conversações de Fontainebleau entre as autoridades de Paris e Ho Chi Min,
de 27 de Junho de 1946 a 26 de Novembro de 1946. Entretanto,
desencadeia-se o conflito armado, com os franceses, a bombardearem
Haiphong (22 de Novembro), como represália a ataques viet-minhs.