O tempo do fim das ideologias
 

 

No plano das ideias, conlui-se pelo fim das ideologias (Daniel Bell) e pela necessidade de uma filosofia moral (Weil), enquanto os norte-americanos afinam a teorização do desenvolvimentismo (Almond e Coleman) ou continuam as grandes linhas do behaviorismo, como Seymour Martin Lipset (1922), em Political Man. Já os Encontros Internacionais de Genebra reflectem sobre a fome e Gilbert Durand avança para Les Structures Anthropologiques de l’Imaginaire, naquilo que depois desenvolverá como a imaginação simbólica, influenciado por Gaston de Bachelard, Piaget e Jung.

Em Espanha, Luís Legaz y Lacambra reflecte sobre Humanismo, Estado y Derecho. Marca o ritmo do debate sobre o fim das ideologias que, em 1961, também terá o contributo de Jean Meynaud, Le Déclin des Idéologies, antes de Raymond Aron teorizar mais uma vez o Fin des Idéologies. Renaissance des Idées (1965). A atribuição do Prémio Nobel da Literatura a Saint-John Perse, recorda que, sob o pseudónimo, está Aléxis Léger, antigo colaborador de Briand e autor do relatório Sur l’Organisation d’un Regime d’Union Fédérale Européenne, apresentado à Sociedade das Nações em 1 de Maio de 1930, onde se estabeleceram alguns dos principais conceitos onde se filia o actual projecto europeu. Já Sartre, continuando a considerar o marxismo como a única antropologia do possível, lança Critique de la Raison Dialectique.

 

 

©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: