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O ano de todos os ismos – A chegada dos republicanos e dos carbonários
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Protestos
contra a fraude eleitoral
Protesto de alguns pares do reino junto de Guizot, sobre o acto
eleitoral. Alguns antigos chefes da Junta do Porto também escrevem a Guizot,
no mesmo sentido (28 de Janeiro).
Conspiração
anti-situacionista – Alexandre Herculano que, como funcionário do Paço,
assumira a neutralidade durante o período cabralista, transforma a sua casa
da Ajuda num centro de conspiração intelectual. Por aí passam Almeida
Garrett, António Pedro Lopes Mendonça,, Marquês de Niza, Santana e
Vasconcelos, José Maria Grande e Latino Coelho.
Já na Câmara dos Pares, Sá da Bandeira defende que o princípio
progressista de reforma vai triunfando rapidamente em toda a Europa,
pelo que o nosso país não pode ficar como se acha.
A conspiração das hidras – Saldanha, em
aliança com Costa Cabral, comunica à Câmara dos Deputados, em Junho, que
pretende esmagar com mão de ferro a hidra revolucionária, sem
necessidade de qualquer tipo de repressão sangrenta. Os jornais da oposição
patuleia, como a Revolução de Setembro e O Patriota e chegam a
aliar-se em críticas com o Estandarte de José Bernardo da Silva
Cabral, os extremos dos jacobinos e dos despeitados que assim
se tocam.
Desonestidades – Como observará
Alexandre Herculano, a desonestidade era tão indecente que mais de metade
das sessões parlamentares eram passadas a discutir os escândalos do
comportamento dos ministros.
Remodelações – Em 8 de Janeiro:
Brigadeiro Fernando da Afonseca Mesquita e Sola (1795-1857), 1º barão de
Francos, na guerra.
Em 21 de Fevereiro: D. José Joaquim de Azevedo
e Moura, bispo de Viseu, nos negócios eclesiásticos e justiça (até 29 de
Março de 1848).
Em 29 de Março: Saldanha no reino (até 1 de
Junho de 1849). João Elias da Costa Faria e Silva, na justiça (até 29 de
Janeiro de 1849); José Joaquim Januário Lapa (1796-1859), visconde Vila Nova
de Ourém, na marinha; José Joaquim Gomes de Castro nos estrangeiros, até 18
de Junho de 1849 (substituído por Saldanha de 3 de Maio a 1 de Junho de
1849, por doença).
Probos,
instruídos, mas sem saberem administrar – Os cavalheiros que
compunham o Ministério eram probos e a maioria é de homens instruídos;
contudo, apenas tinha dois homens capazes de administrar: Gomes e Castro e
Falcão (Fronteira, qualificando os membros
do governo).
Concordata –Costa Cabral que, logo em
1842, reatara as relações diplomáticas com Roma, negoceia uma Concordata
visando a criação de um Tribunal de Nunciatura e de uma Bula de Santa
Cruzada, assinada em 21 de Outubro.