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1874
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A ilusão do fontismo e o regresso dos Bourbons a Espanha
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Vacas gordas – No terceiro ano
do governo de Fontes, apoiado por avilistas e constituintes, quando os
históricos se ligam aos reformistas, mas perdem as eleições, é considerado
admirável o estado financeiro do país, com grande circulação de numerário.
Normalidade institucional –
Encerra o parlamento que chega ao termo da legislatura sem dissolução (1 de
Abril). Fornada de vinte novos pares, entre os quais Filipe Folque, Carlos Bento
da Silva e Anselmo Braamcamp Freire (1849-1921) (Abril).
Eleição nº 25 (12 de Julho).
Vitória dos governamentais regeneradores, com o apoio de avilistas e
constituintes. Oposição conjunta de históricos e reformistas. 78 deputados
regeneradores e avilistas no continente e ilhas. 6 deputados constituintes no
continente e ilhas. Oposição conjunta de históricos e reformistas apenas elege
16 deputados. 8 históricos e 8 reformistas. O ministério consegue uma maioria de
13 deputados
Partidos e o mais do mesmo –
Como os partidos militantes que aspiram ao poder ou que o exercem são três em
cada legislatura, os votos da câmara acham-se por tal modo fraccionados, que
nenhum dos referidos partidos pode ter jamais a maioria absoluta. Como, por
outro lado, esses três partidos abraçam todos os mesmos princípios e as mesmas
ideias, nasce naturalmente em cada sessão legislativa um quarto partido que
desempata a questão pessoal de se saber qual dos três partidos em luta deve
trazer atrás de si os srs. Correios de secretaria com as respectivas pastas. Um
cavalheiro, tendo à sua disposição quinze votes conformes, decide da direcção
que deve tomar em cada manhã o trote dos ginetes dos srs. Correios. Os vinte
votos ecléticos, flutuantes, de que esse cavalheiro dispõe, postos já para a
direita, já para a esquerda da câmara, determinam a sorte dos ministérios e das
oposições e decidem em derradeira instância dos destinos públicos (Ramalho
Ortigão).
& Agostinho, José (III): 286, 287, 289, 291; Almeida, Pedro Tavares de: 235; Martins, Francisco da Rocha (1929): 395; Ortigão, Ramalho (As Farpas, IV): 77, 78, 87; Santos, António Ribeiro dos: 195.