Bandeira, Sá da (1795-1876)

Bernardo Sá Nogueira de Figueiredo. Barão em 1833. Visconde em 1834. Marquês de Sá da Bandeira desde 1864. De acordo com o epitáfio que ele próprio redigiu: foi soldado desde o dia 4 de Abril de 1810... combatendo pela liberdade, foi ferido quatro vezes e perdeu o braço direito no Alto da Bandeira. Servindo o seu país, serviu as suas convicções; morreu satisfeito, a pátria nada lhe deve. Ilustre maçon. Abastado proprietário ribatejano, herdeiro de importante massa de terras em 1831. Figura fundamental do processo de implantação do liberalismo em Portugal, como chefe militar e político, inúmeras vezes ministro e chefe do governo.

Marca o ritmo do setembrismo moderado, tenta derrubar o cabralismo e assume a paternidade do movimento reformista. Ligado à generosa causa da abolição da escravatura, é assinalável ao respectiva perspectiva de fomento ultramarino, o que lhe valeu o epíteto de visionário, dado por certas camadas da alta sociedade lisboeta, principlamente quando manifesta o sonho de atribuir plena cidadania aos indígenas. Contudo, esse espírito acaba por difundir-se nalgumas elites liberais e é responsável pela criação de um razoável núcleo de elites negras e mestiças em certas possessões portuguesas, antes da própria Conferência de Berlim de 1885. O que marca os sonhos integracionistas assumidos por monárquicos como Paiva Couceiro e republicanos como Norton de Matos, infelizmente decepados pelo Acto Colonial salazarista de 1930.

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Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 20-04-2007