Braamcamp, Anselmo José (1819-1885) 

 

Ministro e chefe do governo na monarquia liberal. Maçon, oriundo do anticabralismo e da Patuleia, começa por alinhar com os históricos, nos primeiros tempos da Regeneração, quando alinha com Loulé. Organizador e líder do partido progressista, a partir do Pacto da Granja de 1876. Um dos iniciadores do rotativismo. Oliveira Martins, por ele mobilizado para as fileiras progressistas, qualifica-o, então como uma grave e entristecida figura, levemente céptica 

 Um céptico procurando moralidade e liberdade

Bacharel em direito, 1840. Filho de Anselmo José Braamcamp de Almeida Castelo Branco (1791-1841). 

Maçon. 

Anticabralista, secretário de Sá da Bandeira durante a Patuleia, lado a lado com José Estevão. Pertence à Comissão Revolucionária de Lisboa em Maio de 1849, juntamente com José Estevão, Rodrigues Sampaio e Oliveira Marreca. 

Deputado desde 1851. 

Ministro do reino de 21 de Fevereiro de 1862 a 16 de Janeiro de 1864 no governo de Loulé, tomando medidas contra as congregações religiosas, no sentido do proposto por Vicente Ferrer de Neto Paiva. É então que as Irmãs da Caridade acabam por embarcar para França em 9 de Maio de 1862. 

Alinha na facção da luva branca dos históricos, liderada por Loulé e ao lado de Mendes Leal e José Luciano

Ministro da fazenda em novo governo de Loulé, o terceiro governo histórico, de 11 de Agosto de 1869 a 26 de Maio de 1870. É então o responsável pelas medidas financeiras de Agosto de 1869, com a reforma da contribuição predial e da contribuição industrial, e a introdução da contibuição pessoal, o primeiro imposto português sobre o rendimento. Programa também a institucionalização daquilo que virã a ser a Caixa Geral de Depósitos. 

Par do reino desde Abril de 1874. 

Organiza o partido progressista, sendo o principal subscritor do pacto da Granja de 1876. 

Presidente do ministério de 1 de Junho de 1879 a 25 de Março de 1881 (664 dias), acumulando a pasta dos negócios estrangeiros. Lança um programa de moralidade e liberdade. Tem, então, o apoio dos avilistas e a benevolência dos constituintes. Morre em 13 de Novembro de 1885.

 

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Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 09-04-2007