Loureiro, José Jorge (1791-1860)

Neto de negociantes, estudava direito antes de se alistar no exército. Amigo pessoal de Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque. Participa na guerra peninsular. Brigadeiro do exército liberal. Presidente do governo e ministro da guerra de 18 de Novembro de 1835 a 20 de Abril de 1836, um governo de oposição à situação chamorra que dura 155 dias.

Ministro da fazenda e da marinha no governo de Terceira, de 9 a 24 de Fevereiro de 1842. Assume-se então como cartista, pouco favorável à ascensão de Costa Cabral, aparecendo aliado ao seu amigo Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque e a J. B. Felgueiras.

Ministro da guerra e da marinha no governo de Palmela, em 26 de Maio de 1846. Cede a pasta da guerra a Sá da Bandeira em 19 de Julho. Mantém-se na marinha até 6 de Outubro de 1846.

Ministro da guerra no primeiro governo dos históricos de 6 de Junho de 1856 a 16 de Março de 1859. Acumula a fazenda até 23 de Janeiro de 1857.

Autor de Memórias Políticas (1834-1844), 2ª ed., Lisboa, 1986.

Tradição e Revolução, vol. I:

1835. Oposição ao devorismo:

●A dinâmica do processo leva a sucessivas mudanças de campo. Saldanha que é o líder da oposição passa-se para a situação e trata de liderar um governo em aliança com os chamorros e os conservadores, pelo que surgiu uma dita oposição pura, ou oposição mercantil, onde se destacou Francisco António de Campos, que sustenta o governo de José Jorge Loureiro, com Luís Mouzinho de Albuquerque, Manuel António de Carvalho, Anselmo José Braamcamp, António César Vasconcelos Correia Vasconcelos Correia, (1797-1865), 1º visconde (desde 1855) e 1º conde (desde 1862) de Torres Novas.

Governo nº8 de José Jorge Loureiro (1791-1860) (155 dias, a partir de 18 de Novembro, cerca de cinco meses) Um gabinete integralmente composto por membros da Maçonaria do Sul que nasce tanto dos resultados das eleições suplementares como do pronunciamento. O chamado ministério dos vândalos, dominado pela antiga oposição mercantil. Presidente acumula a pasta da guerra. Sá da Bandeira no reino (até 25 de Novembro de 1835) e na marinha. Manuel António Velez Caldeira Castelo Branco (1791-1868) nos assuntos eclesiásticos e justiça. Na fazenda, Francisco António de Campos (até 6 de Abril, quando assume a pasta José Jorge Loureiro). Marquês de Loulé nos estrangeiros.

 

 

 

  Portal do Ministério das Finanças

                   

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 22-04-2007