1851 Conservadores

 Ditos comunhão cartista ou partido conservador. São comandados por João Rebelo da Costa Cabral, tendo como principal divulgador o Padre José Maria Lacerda.

 Logo em Junho de 1851, organizam um centro congregador de esforços. Invocam a chefia do duque da Terceira.

 No Porto, em 28 de Setembro, têm uma reunião, visando pugnar pela eleição de deputados que se opusessem à reforma ilegal da Carta, contra os exageradores da liberdade. Assumem-se como o partido moderado contra a funesta revolta de Abril, considerada uma desgraçada parcialidade. Em Lisboa, reunião idêntica em 10 de Outubro, contra a escola exaltada, em nome da liberdade com monarquia, ordem com carta, e reforma com a lei. Em finais de Outubro, surge uma comissão central, presidida por Terceira, com Fronteira, Agostinho Albano da Silveira Pinto, António Correia Caldeira e Mendes Leal, já apoiados por José Bernardo da Silva Cabral.

 Cerca de 22% (34 deputados). São cartistas ainda ligados ao cabralismo como Lopes de Vasconcelos, Mendes Leal, Castelões, Paraty, António José de Ávila, Correia Caldeira e Lopes de Vasconcelos. Na Câmara dos Pares, estão pelos cabralistas, Terceira, barão de Porto Mós, Laborim, Granja e Algés. Silva Carvalho afasta-se da oposição, tal como o antigo cabralista Visconde de Castro.

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 03-05-2007