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Eleição nº 16 (1 de Janeiro).
Vitória dos governamentais regeneradores que já integram antigos cabralistas
(91%). 15 deputados da oposição histórica, então liderada pela Confederação
Maçónica Portuguesa (8%).
Os oposicionistas históricos já são
liderados por Loulé que adere ao partido em 4 de Dezembro de 1859, sucedendo a
Francisco António de Campos. Também o antigo cabralista, o avilista Carlos Bento
da Silva formaliza a sua adesão aos históricos. Falam em escândalos
eleitorais e que temos eleições à baioneta.
O verbo em vez da ideia –
Fontes é o que nós sabemos: o verbo em vez da ideia, a palavra hábil, em vez do
raciocínio. Mais duro, o rei assinala que a sua bagagem de ideias
governativas ou administrativas (que para ele é a mesma coisa) resume-se no
plagiato da imoralidade mansa, inimitavelmente decente, de Rodrigo da Fonseca,
ou bravia do Conde de Tomar.
Remodelação. Em 16 de Março:
Fontes substitui Adriano Maurício Ferreri na marinha, por morte deste. tem uma
congestão cerebral em plena Câmara dos Deputados em 9 de Março de 1860.
Associativismo patronal –
Criação da Associação Industrial Portuguesa (20 de Março).
Fundada a Real Associação Central da Agricultura Portuguesa que em 13
de Janeiro de 1861 há-de eleger João Rebelo da Costa Cabral como primeiro
presidente (10 de Junho).
Morte do duque da Terceira –
Terceira fica doente e abandona o governo. Com a doença de Terceira, António
Serpa passa a acumular a guerra e Casal Ribeiro a acumular os estrangeiros (24
de Abril). Morte do Duque da Terceira (26 de Abril).
Rei contra Fontes. D. Pedro V
tenta que o marquês de Ficalho organize um novo ministério. Reconhece que
Fontes quer a todo o custo escalar a presidência, e eu forcejo por afastá-lo de
uma situação a que nada o chama, além da sua ambição, e que multiplicaria entre
nós relações dificilmente amigáveis.
José Estêvão, que rompera com
os regeneradores em 1859, assume-se como independente e funda os jornais A
Discussão e A Política Liberal.
Nova chefia do governo. Joaquim
António de Aguiar na presidência; Joaquim António Velez Barreiros, barão da
Senhora da Luz assume a pasta da guerra; José Marcelino Sá Vargas na marinha;
Casal Ribeiro mantém a fazenda e os estrangeiros; António Serpa fica apenas com
as obras públicas (1 de Maio).
Fontes fica furioso com o rei e com
Aguiar e trata de agir de forma dissidente, agitando os seus amigos, Martens
Ferrão, Casal Ribeiro e António Serpa. José Estêvão também fica desesperado,
porque não foi chamado para ministro.
Começam a intensificar-se as acusações
de corrupção contra os governantes. Estes são vistos como ladrões
por parte importante da opinião pública (Maio). O rei mostra-se agastado com a
linha situacionista, principalmente quando Fontes pede a vaga de Terceira no
Conselho de Estado.
Governo nº 25 de Loulé,
o segundo governo histórico (1 749 dias, desde 4 de Julho de 1860), constituindo
uma espécie de coligação com os avilistas. Marcado pela questão das Irmãs da
Caridade e pela morte do rei. Presidente começa por acumular o reino (até 21 de
Fevereiro de 1862). Loulé está ausente de 12 de Setembro a 6 de Outubro de 1862,
sendo interinamente substituído por Sá da Bandeira.
António José de Ávilaö
soma a fazenda e os estrangeiros (até 21 de Fevereiro de 1862). Loulé passará
também pelas obras públicas, reino e estrangeiros. Belchior José Garcez Penha na
guerra. Carlos Bento da Silva na marinha (até 21 de Fevereiro de 1862). Alberto
António Morais de Carvalho (1801-1878) nos negócios eclesiásticos e justiça.
Tiago Augusto Veloso da Horta (1819-1863) nas obras públicas (até 26 de
Fevereiro de 1862). Em 3 de Dezembro de 1860: Sá da Bandeira substitui Belchior
José Garcez Penha na guerra.
Católicos – Em 15 de Agosto
reúnem no convento do Barro, junto a Torres Vedras, os jesuítas residentes em
Portugal. São liderados pelo português Carlos Rademaker, fundador do Colégio de
Campolide, com o padre Meloni, dirigente da casa das missões de Cernache de
Bonjardim, do padre Prosperi, criador do Apostolado da Oração, e do padre
Ficarelli, que será o provincial português até 1867. Saliente-se também a
criação, em 1860, pelo Padre Luís Pacheco do movimento das Leituras Populares
Ilustradas.
O Oriente na política externa –
Retomadas as relações diplomáticas com o Japão, interrompidas desde 1639,
através de Isidoro Francisco Guimarães (1808-1883), então governador de Macau
desde 1851. Tratado assinado em 2 de Agosto seguinte (12 de Julho). Tratado com
os Países Baixos regulariza a questão de Timor (10 de Agosto).
Autorizada a livre importação de
cereais (1 de Setembro).