1947

Do Plano Marshall à independência da Índia

 

Cosmopolis

© José Adelino Maltez, História do Presente, 2006

Manifesto para a Paz e para uma Europa Socialista

Jean-Marie Domenach

George Marshall

Tempo de federalismos

A doutrina Monroe ao contrário

Do neoliberalismo de Mont Pélérin à Escola de Francoforte –

Subcontinente indiano

França

Portugal: De Santos Costa à Abrilada, a revolta da Junta de Libertação Nacional
Dia do Estudante
Greve das construções navais 7 de Abril
Revolta da Junta de Libertação Nacional
Denúncia do deputado Henrique Galvão
Saneamento de professores
Morte do general Godinho
Remodelação em 4 de Fevereiro

  

Do Plano Marshall à independência da Índia

 É durante este ano que Henrique Galvão desliza para a oposição, quando vai ao tribunal defender Carlos Selvagem. Mário Soares ouve dizer-lhe: acabo de assinar a minha própria sentença. Salazar não me perdoará mais. Surge o filme O Leão da Estrela e destacam-se o republicano António Sérgio, com Alocução aos Socialistas e o monárquico Luís de Almeida Braga, com Paixão e Graça da Terra. No ano em que Pedro Teotónio Pereira passa a ser o nosso embaixador em Washington, até1953, Truman enuncia doutrina de containment face ao comunismo (12 de Março) e o General George Marshall, secretário de Estado desde 21 de Janeiro, tendo como subsecretários Dean Acheson, Robert Lovett e Will Clayton, propõe, em Harvard, plano de auxílio à Europa (5 de Junho), directed not against any country or doctrine but against hunger, poverty, desperation and chaos. Porque é lógico que os Estados Unidos façam tudo o que é possível para ajudar a restabelecer no mundo aquela saúde económica normal sem a qual não existe nem estabilidade política nem paz... O seu fim deve ser o restabelecimento da actividade económica no mundo assim como a realização de condições económicas e sociais nas quais as instituições liberais possam existir. Apela então para uma cooperação europeia: ela não será nem justa nem eficaz se o nosso governo fixar unilateralmente um programa destinado a pôr a Europa economicamente de pé: isso é tarefa dos próprios Europeus. A iniciativa deve partir da Europa. O papel do nosso país consiste em levar uma ajuda fraterna na construção desse programa e, depois, em levar-lhe o nosso apoio até onde pudermos. Este programa deve ser um programa comum, aceite por um grande número, senão mesmo por todas as nações da Europa. Depois de assinados os tratados de paz de Paris (10 de Janeiro), reguladores da situação dos antigos satélites do Eixo, como a Itália, a Roménia, a Hungria, a Bulgária e a Finlândia, mas não da Áustria nem da Alemanha, surge o Tratado de Dunquerque entre a França e o Reino Unido, contra o rearmamento alemão (4 de Março). Entretanto, Kurt Schumacher reconstrói, na zona ocidental da Alemanha, o SPD, por ocasião do Congresso de Hanover (Fevereiro). Truman passa a assumir a necessidade dos Estados Unidos to support peoples who are resisting attempted subjugation by armed minorities or by outside pressures, bem como assistirem os povos livres para estes encontrarem os seus próprios destinos pelos seus próprios meios. Neste sentido, surge o National Security Act (26 de Julho), instituindo tanto um National Security Council como uma Central Intelligence Agency.

A doutrina Monroe ao contrárioIsto é, os norte-americanos, ao acabarem com a tradição do isolacionismo, tratam de aplicar a doutrina de Monroe ao contrário. Jão não estão contra a Santa Aliança, querem eles próprios promover uma nova Santa Aliança e por isso logo mobilizam 400 milhões de dólares para ajudarem a Grécia e a Turquia... Entre os aliados ocidentais e os soviéticos, há um dramático bailado. Fracassa a reunião dos ministros dos estrangeiros dos Estados Unidos, da URSS, da França e do Reino Unido em Moscovo sobre a questão alemã (25 de Abril), tal como não produz resultado a conferência de Paris, entre Ernest Bevin, Georges Bidault e Molotov sobre o discurso de Marshall (27 de Junho a 2 de Julho). Se a URSS recusa formalmente o Plano (2 de Julho), logo reúnem em Paris os 16 países europeus que o aceitam (12 de Julho). Os soviéticos estão mais entretidos com o discurso de Andrei Jdanov, em que se definem literatura, arte e filosofia socialistas (24 de Julho). No Ocidente, a luta anticomunista recrudesce: cisão no Partido Socialista Italiano, donde emerge um Partido Social-Democrata, contrário à aliança com o PCI (9 de Janeiro); afastamento dos ministros comunistas do governo francês de Paul Ramadier (4 de Maio) e do governo italiano (13 de Maio) e ilegalização do partidos comunistas brasileiro e grego (27 de Dezembro). Também na CGT francesa se dá a dissidência da Force Ouvrière (19 de Dezembro), enquanto nos Estados Unidos o partido comunista é colocado fora da lei (Dezembro). Isto no ano em que De Gaulle anuncia a formação do RPF (Abril) que, nas eleições municipais de 28 de Outubro, obtém uns espectaculares 38%. Com efeito, em França, o gabinete de Paul Ramadier enfrenta uma onda grevista, quase insurreccional, bem detida pela mão de ferro do socialista Jules Moch, ministro do interior.

Do neoliberalismo de Mont Pélérin à Escola de FrancoforteNo plano das ideias políticas, no ano da morte de Karl Mannheim e de Sidney Webb, cria-se, em Abril de 1947, a Societé du Mont Pélérin, ponto de partida para o neoliberalismo do pós-guerra, em torno de Ludwig Von Mises, Friedrich Hayek, Karl Popper e Milton Friedman, onde se denuncia o socialismo de direita do keynesianismo, enquanto se vai esboçando o novo modelo da Escola Crítica de Francoforte, com Theodor Adorno e Max Horkheimer (1895-1973), ainda no exílio, a publicarem Dialektik der Aufklärung, e com o primeiro também a lançar Eclipse of Reason, onde se denuncia a chamada razão objectiva, predominante na modernidade, que se desligou de qualquer julgamento ético, pelo que a razão ficou sem autonomia face à evolução da sociedade e tratou d afastar qualquer preocupação metafísica. Na linha neoliberal, destaca-se também a publicação, por Maurice Allais, dos dois volumes de Économie et Intérêt. Já Raymond Abbelio lança Vers un Nouveau Prophètisme e publica-se Introduction à la Lecture de Hegel, da autoria do fenomenologista de origem russa, Alexandre Kojève (1902-1968), que, entre 1933 e 1939, na École Pratique des Hautes Études, foi um dos principais responsáveis para que a pátria de Comte e de Durkheim se abrisse ao idealismo alemão, influenciando homens como Raymond Aron, Jean-Paul Sartre, Merleau-Ponty e Jacques Lacan.

Contra o campo imperialista e antidemocrático – Dois campos se formaram no mundo: de um lado, o campo imperialista e antidemocrático, que tem como fim essencial o estabelecimento da dominação mundial do imperialismo americano e o esmagamento da democracia, e, do outro lado, o campo anti-imperialista e democrático, cujo fim essencial consiste em sapar o imperialismo, em reforçar a democracia, em liquidar os restos do fascismo ... Através de meios tácticos dos imperialistas, um lugar particular vem da utilização da política de traição dos socialistas de direita do tipo Blum, em França, Attlee e Bevin em Inglaterra, Schumacher, na Alemanha, Renner e Scharf na Áustria, Saragat na Itália, etc. Os partidos comunistas devem colocar-se à cabeça da resistência em todos os domínios – governamental, político, económico e ideológico -, aos planos imperialistas de expansão e agressão (Declaração da Kominform, de 5 de Outubro).

 

Manifesto para a Paz e para uma Europa Socialista

Só uma Europa que administre ela própria os seus recursos e os reparta segundo as necessidades e não apenas segundo os interesses de alguns, poderá encontrar um nível de vida conveniente e, através disso, superar as discussões internas.

É a supressão dos interesses capitalistas e das barreiras alfandegárias a única maneira de podermos suprimir os nossos conflitos internos.

É só a supressão desses conflitos e a realização da unidade económica que podem dar à Europa uma independência relativa e o governo de si mesma

 

Jean-Marie Domenach

Os Estados-Unidos não são a Europa, e metade da Europa não pode estar sujeita às finanças americanas: agrupar de uma maneira ou de outra os Estados capitalistas do Oeste europeu dotando-os  de instituições comuns, isto não é "fazer a Europa" ...

George Marshall

É lógico que os Estados Unidos façam tudo o que é possível para ajudar a restabelecer no mundo aquela saúde económica normal sem a qual não existe nem estabilidade política nem paz segura.

A nossa política não é dirigida contra um país ou uma doutrina, mas contra a fome, a pobreza, o desespero e o caos.

Tempo de federalismos

No ano em que Pedro Teotónio Pereira passa a ser o nosso embaixador em Washington, até 1953, Truman enuncia doutrina de containment face ao comunismo (12 de Março) e o General George Marshall, secretário de Estado desde 21 de Janeiro, tendo como subsecretários Dean Acheson, Robert Lovett e Will Clayton, propõe, em Harvard, plano de auxílio à Europa (5 de Junho), directed not against any country or doctrine but against hunger, poverty, desperation and chaos.

Depois de assinados os tratados de paz de Paris (10 de Janeiro), reguladores da situação dos antigos satélites do Eixo, como a Itália, a Roménia, a Hungria, a Bulgária e a Finlândia, mas não da Áustria nem da Alemanha, surge o Tratado de Dunquerque entre a França e o Reino Unido, contra o rearmamento alemão (4 de Março).

Entretanto, Kurt Schumacher reconstrói, na zona ocidental da Alemanha, o SPD, por ocasião do Congresso de Hanover (Fevereiro).

Truman passa a assumir a necessidade dos Estados Unidos to support peoples who are resisting attempted subjugation by armed minorities or by outside pressures, bem como assistirem os povos livres para estes encontrarem os seus próprios destinos pelos seus próprios meios. Neste sentido, surge o National Security Act (26 de Julho), instituindo tanto um National Security Council como uma Central Intelligence Agency.

A doutrina Monroe ao contrário

Isto é, os norte-americanos, ao acabarem com a tradição do isolacionismo, tratam de aplicar a doutrina de Monroe ao contrário. Jão não estão contra a Santa Aliança, querem eles próprios promover uma nova Santa Aliança e por isso logo mobilizam 400 milhões de dólares para ajudarem a Grécia e a Turquia... Entre os aliados ocidentais e os soviéticos, há um dramático bailado. Fracassa a reunião dos ministros dos estrangeiros dos Estados Unidos, da URSS, da França e do Reino Unido em Moscovo sobre a questão alemã (25 de Abril), tal como não produz resultado a conferência de Paris, entre Ernest Bevin, Georges Bidault e Molotov sobre o discurso de Marshall (27 de Junho a 2 de Julho). Se a URSS recusa formalmente o Plano (2 de Julho), logo reúnem em Paris os 16 países europeus que o aceitam (12 de Julho). Os soviéticos estão mais entretidos com o discurso de Andrei Jdanov, em que se definem literatura, arte e filosofia socialistas (24 de Julho). No Ocidente, a luta anticomunista recrudesce: cisão no Partido Socialista Italiano, donde emerge um Partido Social-Democrata, contrário à aliança com o PCI (9 de Janeiro); afastamento dos ministros comunistas do governo francês de Paul Ramadier (4 de Maio) e do governo italiano (13 de Maio) e ilegalização do partidos comunistas brasileiro e grego (27 de Dezembro). Também na CGT francesa se dá a dissidência da Force Ouvrière (19 de Dezembro), enquanto nos Estados Unidos o partido comunista é colocado fora da lei (Dezembro). Isto no ano em que De Gaulle anuncia a formação do RPF (Abril) que, nas eleições municipais de 28 de Outubro, obtém uns espectaculares 38%. Com efeito, em França, o gabinete de Paul Ramadier enfrenta uma onda grevista, quase insurreccional, bem detida pela mão de ferro do socialista Jules Moch, ministro do interior.

Do neoliberalismo de Mont Pélérin à Escola de Francoforte –

No plano das ideias políticas, no ano da morte de Karl Mannheim e de Sidney Webb, cria-se, em Abril de 1947, a Societé du Mont Pélérin, ponto de partida para o neoliberalismo do pós-guerra, em torno de Ludwig Von Mises, Friedrich Hayek, Karl Popper e Milton Friedman, onde se denuncia o socialismo de direita do keynesianismo, enquanto se vai esboçando o novo modelo da Escola Crítica de Francoforte, com Theodor Adorno  e Max Horkheimer (1895-1973), ainda no exílio, a publicarem Dialektik der Aufklärung, e com o primeiro também a lançar Eclipse of Reason, onde se denuncia a chamada razão objectiva, predominante na modernidade, que se desligou de qualquer julgamento ético, pelo que a razão ficou sem autonomia face à evolução da sociedade e tratou d afastar qualquer preocupação metafísica.

Na linha neoliberal, destaca-se também a publicação, por Maurice Allais, dos dois volumes de Économie et Intérêt. Já Raymond Abbelio lança Vers un Nouveau Prophètisme e publica-se Introduction à la Lecture de Hegel, da autoria do fenomenologista de origem russa, Alexandre Kojève (1902-1968), que, entre 1933 e 1939, na École Pratique des Hautes Études, foi um dos principais responsáveis para que a pátria de Comte e de Durkheim se abrisse ao idealismo alemão, influenciando homens como Raymond Aron, Jean-Paul Sartre, Merleau-Ponty e Jacques Lacan.

O campo anti-imperialista e democrático

Dois campos se formaram no mundo: de um lado, o campo imperialista e antidemocrático, que tem como fim essencial o estabelecimento da dominação mundial do imperialismo americano e o esmagamento da democracia, e, do outro lado, o campo anti-imperialista e democrático, cujo fim essencial consiste em sapar o imperialismo, em reforçar a democracia, em liquidar os restos do fascismo ...

Através de meios tácticos dos imperialistas, um lugar particular vem da utilização da política de traição dos socialistas de direita do tipo Blum, em França, Attlee e Bevin em Inglaterra, Schumacher, na Alemanha, Renner e Scharf na Áustria, Saragat na Itália, etc.

Os partidos comunistas devem colocar-se à cabeça da resistência em todos os domínios - governamental, político, económico e ideológico -, aos planos imperialistas de expansão e agressão

 

Fernando Pessoa: o meu quintal em Lisboa

O meu quintal em Lisboa está ao mesmo tempo em Lisboa, em Portugal e na Europa.

Congresso de Montreux: um poder federal eficaz

Pela primeira vez na história, todos os movimentos federalistas europeus agruparam-se numa só associação, para fazer ouvir a sua voz, a voz da própria Europa ...

Raymond Abellio: a multiplicidade

Vivemos numa era de multiplicidade democrática, depois da época da unidade,

França

Em França prossegue a querela entre dirigistas e liberais, como se a economia apenas levasse ao consumo e à distribuição, sem mobilização para a produção, como então criticava Raymond Aron.

Na África francesa há uma revolta independentista no Madagáscar (30 de Março), promovida por sociedades secretas que desencadeiam uma vaga de terrorismo contra populações brancas, fora do controlo do Movimento Democrático da Renovação Malgache, fundado em 1946 e que tinha obtido a maioria nas eleições realizadas nesse ano. As autoridades coloniais da IV República Francesa, desencadeiam uma vaga de repressão, com cerca de 80 000 mortos, decretam o estado de sítio, que dura até 1956, e julgam os dirigentes do MDRM como os autores morais da insurreição, em 1948.

 

Subcontinente indiano

Entretanto, os britânicos reconhecem a independência da Índia, liderada por Nehru, do Partido do Congresso, e do Paquistão, liderado pela Liga Muçulmana (15 de Agosto), pouco depois de Lord Mountbatten, o último Vice-Rei ter estabelecido nova doutrina sobre a impossibilidade de uma grande Índia federal, como também era o desejo de Gandhi.

A figura cimeira do movimento independentista paquistanês é Mohammed Jinnah (1876-1848), líder da Liga Muçulmana, fundada em 1906. Esta, depois de em 1916 ter assinado um acordo com o Congresso Nacional Indiano, no sentido da criação de uma Índia federal depois da independência, acaba por assumir, a partir dos anos trinta, a reivindicação de um estado muçulmano autónomo, conforme vinha defendendo o poeta Mohammed Ikbal,

 

Utiliza-se o nome inventado por Chanduri Rhamat Ali, Pakistan, onde istan significa país e as primeiras letras as três províncias muçulmanas da então Índia britânica (Penjab, Afeganistão e Kachemira). É em nome destas teses que não se consegue acordo nas negociações para a independência que se arrastam de 1942 a 1946. Na altura da declaração de independência há deslocações forçadas de populações, com 10 milhões de hindus a abandonarem o novo Paquistão e 7 milhões de muçulmanos a abandonarem a nova Índia. Jinnah morre em Setembro de 1948, sucedendo-lhe Ali Khan, que, entretanto é assassinado em Outubro de 1951.

 

 

Destaque para o manifesto de Varsóvia, assinado pelos partidos comunistas da Bulgária, Checoslováquia, Hungria, Polónia, Roménia, URSS, França e Itália, em que se restaura o Komintern sob a designação de Kominform (5 de Outubro). Aí se considera o Plano Marshall como um instrumento do imperialismo americano...  Mas no fim do ano já se podia fazer o balanço do processo da crescente satelitização dos países do leste e do centro da Europa: na Hungria, o governo comunista dissolve os partidos da oposição; na Bulgária, tudo parece continuar a correr de vento em popa com o governo de Dimitrov; na Polónia é dissolvido o principal partido da oposição. Não tarda que chegue, na Roménia, o governo de Ana Pauker e a abdicação do rei Miguel e que se dê o chamado golpe de Praga.

Mensário

Janeiro
Entre George Marshall e Lucius Clark

Fevereiro
Democratas-cristãos e sociais-democratas em tempos de Welfare State

Março
Entre o Tratado de Dunquerque e o containment

Abril
Federalistas, gaullistas e neoliberais

Maio
Do nascimento da CIA ao europeísmo conservador

Junho
Marshall e o discurso de Harvard

Julho
Plano Marshall apoiado por comunistas ocidentais

Agosto
A independência da jóia da Coroa e os federalistas em Montreux

Setembro
Católicos contra os comunistas e massacres de muçulmanos na Índia

Outubro
Entre o regresso da Internacional Comunista e o GATT

Novembro
Conferência de Havana e partilha da Palestina

Dezembro
Expulsão de comunistas dos governos ocidentais


 

©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 23-04-2009