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Marciano,
Imperador do Oriente (450-457). Quando Átila lhe pediu tributo, terá
proclamado: tenho ouro para os amigos e ferro para os inimigos.Teodósio
morre em 28 de Julho de 450.
Átila, rei dos
Hunos,
invade a Gália mas
é vencido em Châlons-sur-Marne, ou Mery-sur-Seine, na batalha
também dita dos Campos Cataláumicos, ou Campus Mauriacus,
perto de Troyes de Campagne, por Aécio, comandando francos,
visigodos, alemães e Romanos (451). Átila é expulso da Gália, mas
pilha Metz em 7 de Abril de 451.
Átila
na Itália
do
Norte (452). Chamado por Genserico e depois de um pedido de ajuda da
irmã de Valentiniano III. Devasta Milão e Pádua. O próprio papa,
Leão I, vai a Mântua tentar demovê-lo do avanço.
Morte
de Átila*, fim
da unidade do império dos Hunos (453). Morre de apoplexia, na
Panónia, na própria noite em que se consorciava com Idiko.
Os povos
germânicos, que lhe estavam submetidos, voltam-se, então, contra o
Império Romano do Ocidente.
O império dos
Hunos
entra em rápida dissolução, sobretudo pelo ataque dos Búlgaros no
Danúbio inferior.
Assassínio de
Aécio, dito o último dos
Romanos
(21 de
Setembro de 454). Promovido pelo imperador de Roma, Valentiniano III
que, sem filhos, temia a ascensão ao poder do filho de Aécio. Extingue-se a
descendência de Teodósio, surgindo uma série de imperadores feitos
pela soldadesca bárbara.
Assassinado
Valentiniano III pelos oficiais de Aécio (16 de Março de 455).
Petrónio
Máximo, imperador do Ocidente, de Março a Junho de 455. Segue-se
interregno de dois meses, sucedendo-lhe Avitus (455-456).
Ostrogodos
fixam-se no Danúbio inferior (456).
Leão
I, o Grande,
Imperador do Oriente (457-474). Em 461, proclama-se Imperador do
Ocidente. De origens populares, natural da Trácia. Em 468 organiza
uma desatrosa expedição contra os Vândalos.
Majoriano,
imperador do Ocidente (457-461). Assume-se como imperador em 15 de
Agosto.
Sai
de Ravena e passa para a Gália em 458, onde desde há sessenta anos,
nenhum Imperador estacionara. É reconhecido pelos Borguinhões e
pelos Visigodos de Teodorico II. Passa para a Hispania em 459, mas
aqui é derrotado pelos Vândalos
Morte de
Iesdegerd II e complicações dinásticas na Pérsia, com
infiltrações dos
Hunos (457).
Imperador Wei
da China que se converte ao budismo.
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Turismundo,
rei dos visigodos (451-453) que morre em combate contra Átila.
Sucede-lhe
Teodorico II, rei dos visigodos (453-466).
Os
Hispano-Romanos pedem auxílio a Teodorico II, contra as incursões
dos Suevos (454).
Vândalos de
Genserico saqueiam Roma
durante quatro dias, depois de desembarcarem em Ostia (455).
Batalha de
Órbigo ou
Astorga (456). Suevos
derrotados pelos visigodos de Teodorico II que
organiza expedição à Hispania. Segue-se o saque de Braga e várias
campanhas na Lusitânia, com destruição da supremacia dos Suevos
na região. Fica com a supremacia sobre a maior parte da região.
Requiário
é degolado. Entrega do reino dos Suevos
a Agiulfo, cliente de Teodorico II (457). Maldras, rei dos Suevos
(457-460).
Guerra civil na
Galiza (457-465). |
Concílio
de Calcedónia
(451). 4º concílio
ecuménico. Papa depõe Dióscoro, patriarca de Alexandria.
Contra
a heresia monofisista dos coptas, etíopes, arménios e sírios que vai
durar até à invasão Árabe. Porque Cristo tem duas naturezas que
permanecem sem confusão, sem divisão nem separação.
Nestorianos
recusam obediência à doutrina papal. Surge assim o cisma das Igrejas
orientais ortodoxas: a síria, ou jacobita, subordinada ao patriarca
de Antióquia; a arménia, ou gregoriana; a copta do Egipto; a etíope;
e a síria, do Malabar.
Papa Leão I vai
ter com Átila e convence-o a não destruir Roma, em troca de um
generoso tributo que lhe propicia (452).
Fundada a
Igreja Sírio-Caldaica, seguidora do nestorianismo (457). |