÷ Da esquerda

Para a direita ø

Partido Socialista

PS promove uma reunião da Internacional Socialista no Porto (dias 13 e 14 de Março de 1976). Sessões no hotel Vermar, em Espinho, e comício no Palácio de Cristal, sob o signo do slogan Europa connosco, que terá sido inventado por António Guterres.

III Congresso do PS, em nome do lema Dez Anos para Mudar Portugal, programa redigido por António Guterres.

Consagra-se adesão ao PS dos ex-GIS como Jorge Sampaio, João Cravinho, José Manuel Galvão Teles e Nuno Berderode dos Santos (3 de Março de 1979).

António Barreto, Medeiros Ferreira e Francisco Sousa Tavares apresentam o Manifesto Reformador. Propõem a constituição de uma Frente Democrática Reformadora. , tendo em vista a criação de um governo com autoridade e estabilidade (12 de Abril de 1979).

UGT

Eleita comissão de redacção da Carta Aberta em reunião de sindicatos que pretendem libertar-se da Intersindical. O movimento, base da futura UGT, é liderado por Maldonado Gonelha (14 de Fevereiro de 1976).

Criada a UGT, unindo sindicalistas do PS e do PSD. Triunfam no PS as ideias de Maldonado Gonelha, contra as perspectivas de Lopes Cardoso (28 de Outubro de 1978)

Grupo de Intervenção Socialista

Em 7 de Março de 1976 é legalizado o Grupo de Intervenção Socialista, constituído por ex-militantes do MES, liderados por Jorge Sampaio. Tinha nascido pouco antes do 25 de Novembro de 1975.

Fraternidade Operária

Com António Lopes Cardoso, Fernanda Lopes Cardoso, Brás Pinto, Vital Rodrigues e César Oliveira, surge em Fevereiro de 1977. Acaba por gerar, no ano seguinte, a UEDS.

UEDS

Convenção Nacional da União de Esquerda Socialista e Democrática (UEDS), em 28 de Janeiro de 1978, com Lopes Cardoso, César Oliveira, António Vitorino, José Manuel Brandão de Brito, Fernando Pereira Marques e Joel Hasse Ferreira. Assistem ao evento, muito paternalmente, figuras como Melo Antunes e Eduardo Lourenço.

Mobilizam membros da Fraternidade Operária, como António Lopes Cardoso, Fernanda Lopes Cardoso, Brás Pinto, Vital Rodrigues e César Oliveira, surgida em Fevereiro de 1977, antigos militantes da LUAR, como Camilo Mortágua e Fernando pereira Marques, e do Movimento Socialista Unificado, de Joel Hasse Ferreira, José Maria Brandão de Brito, António Vitorino e Rui Namorado que, vindos do MES não é do grupo dos ex-MES, fundador da Intervenção Socialista. Juntam-se também figuras como Jacinto Prado Coelho, Fernando Alves, Américo Ramos dos Santos, Vítor Hugo Sequeira, João Mendes Espada, Vítor Martins, Jofre Justino e Mário Murteira.

Pouco depois, o remanescente do ex-MES, liderado por Jorge Sampaio, acaba por se integrar no PS, depois de convite de Mário Soares, apesar da oposição de Francisco Salgado Zenha, Jaime Gama e Jorge Campinos.

Reformadores

Depois de António Barreto, Medeiros Ferreira e Francisco Sousa Tavares abandonarem o PS na Primavera de 1979, é anunciado em Abril desse ano, em pleno governo presidencial de Mota Pinto, o manifesto reformador, subscrito pelos dois primeiros. Surge como reacção contra a rejeição, pelo PS e PSD, do orçamento de Estado apresentado por esse governo presidencial. Consideram que os actuais partidos dificilmente poderão entender-se para governar o país, já que foram criados apenas para tomar o poder. Na altura o CDS lançara a ideia de uma Frente Democrática Eleitoral e não tardará que o PSD de Sá Carneiro proponha a AD, a que vão aderir os reformadores.

Partido Comunista

Constituída a FEPU, Frente Eleitoral Povo Unido, com o PCP, o MDP e a FSP, tendo em vista as eleições autárquicas (30 de Setembro de 1977).

Dissolvida a FEPU, pela saída da FSP. PCP e MDP irão constituir a APU (16 de Janeiro de 1978).

VIII Congresso do PCP (11 de Novembro de 1978).

GDUPs

Congresso dos Grupos Dinamizadores da Unidade Popular, na Amadora, em 21 de Novembro de 1977, diz querer criar uma frente popular aberta a todos os antifascistas revolucionários.

Partido Socialista Revolucionário

Criado em1978, durante o congresso em que a Liga Comunista Internacionalista (LCI) se fundiu com o Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT) e integrou um conjunto de militantes de várias correntes "trotskistas". Em1983 concorre às eleições legislativas em coligação com a UDP

Em1985 inicia campanhas anti-militaristas e antiracistas

Em1987 participa nas eleições para o Parlamento Europeu. Inicia a publicação do jornal Combate.

Os principais líderes são Francisco Louçã, Alfredo Frade, Helena Lopes da Silva e José Falcão.

 

Partido Social Democrata

Sá Carneiro é o primeiro político que se declara disposto a apoiar candidatura de Ramalho Eanes à presidência (24 de Fevereiro de 1976).

No IV Congresso em Leiria (30 e 31 de Outubro de 1977) decide-se nova denominação do partido que passa a designar-se PSD (1 de Novembro de 1977)

V Congresso (dias 28 e 29 de Janeiro de 1978), no Cine Valformoso, no Porto. Sousa Franco na liderança, depois de Sá Carneiro recusar o cargo de presidente da comissão política e renunciar ao mandato de deputado. Sérvulo Correia é o novo secretário-geral. Pouco antes, Sousa Franco tinha dado uma entrevista onde dividia o partido entre uma ala rural, liderada por Sá carneiro, e uma ala urbana, mais moderada e verdadeiramente social-democrata, próxima das posições de Helmut Schmidt.

Conselho Nacional do PSD reúne-se no Hotel Sheraton, em Lisboa. A comissão política tinha-se demitido dias antes, depois de Francisco Sá Carneiro ter participado numa sessão de militantes no Vimeiro, convocada por Moura Guedes. Aí o líder retirado, tanto ataca directamente Ramalho Eanes, falando na necessidade de um referendo, como declara expressamente que a comisão política do partido é a sua. Da reunião do Sheraton sai uma nova comissão administrativa, liderada por Menères Pimentel, tendo em vista a convocatória de um novo congresso (15 de Abril de 1978).

Surge o grupo das Opções Inadiáveis, uma dissidência do PSD (29 de Junho de 1978).

VI Congresso do PSD no cinema Roma em Lisboa (dia 1 e 2 de Julho de 1978). Regresso de Sá Carneiro à liderança. O grupo das Opções Inadiáveis mantém a maioria do grupo parlamentar. Nas eleições para o Conselho Nacional, o grupo de Sá Carneiro consegue 21 lugares contra 9 da oposição, liderada por Francisco Pinto Balsemão e Ferreira Júnior. Sob a alçada de Sá Carneiro, regressa ao partido Carlos Macedo, dissidente de Aveiro, e entram como militantes, entre outros, Natália Correia, Dórdio Guimarães e Luís Fontoura.

Partido retira apoio crítico ao governo presidencial de Mota Pinto e passa a defender eleições antecipadas (16 de Março de 1979). Nesta sequência, 37 deputados do PSD passam a independentes. Hão-de criar a ASDI (4 de Abril de 1979)

Fundada a Aliança Democrática (AD), entre o PSD, o CDS e o PPM. Local, Largo do Caldas em Lisboa, sede do CDS (5 de Julho de 1979).

Opções Inadiáveis

Em 2 de Junho de 1978, durante o governo PS/CDS, 42 dos 73 deputados do PSD e várias outra figuras do partido subscrevem o documento PSD: Opções Inadiáveis, reafirmando a opção social-democrata e a necessidade de se manter o pedido de filiação na Internacional Socialista, criticando a liderança de Francisco Sá Carneiro.

Entre os subscritores, os fundadores Magalhães Mota e Pinto Balsemão, bem como Jorge Miranda, Guilherme d’Oliveira Martins, Joaquim Lourenço, José Alfaia Pinto Pereira, António Sousa Franco, Figueiredo Dias, Sérvulo Correia, Rui Machete, Cunha Leal, Furtado Fernandes, Marques Mendes (pai), Costa Andrade, Nandim de Carvalho, António Rebelo de Sousa.

ASDI

Durante o governo presidencial de Mota Pinto, depois de Sá Carneiro retirar o apoio crítico ao mesmo, há 37 deputados do PSD que abandonam o partido em 4 de Abril de 1979. Destacam-se o fundador Magalhães Mota, Sousa Franco, Barbosa de Melo, Costa Andrade, Marques Mendes (pai), António Rebelo de Sousa, Artur Cunha Leal, Furtado Fernandes, Sérvulo Correia, Vilhena de Carvalho, Mário Pinto, Olívio França, Luís Nandim de Carvalho, Ruben Raposo, Rui Machete.

A maior parte deste grupo vai, depois, fundar a ASDI. Entretanto, alguns dos mais acérrimos defensores de Sá Carneiro de então, como Amândio de Azevedo e Helena Roseta, começam a falar na formação de listas conjuntas entre o PSD, o CDS e o PPM, quando Sá Carneiro insiste na necessidade de dissolução da Assembleia e da convocação de novas eleições.

A Rua

Sai o primeiro número de A Rua, dirigido por Manuel Maria Múrias. Inclui entrevista de Diogo Freitas do Amaral que considera Salazar como um socialista (8 de Abril de 1976).

MIRN

O partido liderado pelo general Kaúlza de Arriaga, surgido em1976, transforma-se em Partido da Direita Portuguesa (3 de Agosto de 1979).

 

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: