1981
 

Junho
Reforço de Deng, bomba de neutrões e governo da união de esquerda em França

 

 

EUA: Reagan decide fabricar bomba de neutrões (5 de Junho)

Realizam-se eleições legislativas na Irlanda (11 de Junho). Vence o Fine Gael e Garret Fitzgerald sucede a Charles Haughey do Fianna Fail, na chefia do governo.

Irão: deposto o presidente Bani Sadr que vai para o exílio em França. Agrava-se a repressão, com 20 000 presos e inúmeras execuções. Os chamados Guardas da Revolução afastam do poder os adeptos dos Mudjahidin do Povo que, pela voz de Bani Sadr, ainda em 27 de Maio, apelavam à resistência contra uma nova ditadura.

Hu Yaobang nomeado Presidente do PCC; Deng Xiaoping volta a ser o homem forte da China (29 de Junho)

Itália: o republicano Spadolini forma o primeiro governo do pós-guerra não liderado por uma personalidade da DCI (30 de Junho)

Eleições legislativas em França; vitória dos socialistas (14-21 de Junho)

Governo socialista de Pierre Mauroy; tenta alterar-se a tradicional política do governo socialista francês; Mitterrand criticara em Giscard o facto deste privilegiar o diálogo directo com o governo alemão; neste sentido, desloca-se a várias capitais europeias, mas não obtém sucesso (23 de Junho). Entram quatro ministros comunistas.

 

Parlamento europeu pronuncia-se a favor da abolição da pena de morte nos países da CEE (18 de Junho)

O Conselho Europeu reúne-se no Luxemburgo. As discussões abordam, fundamentalmente, as perspectivas económicas e sociais e as relações entre a Comunidade, os EUA e o Japão (29 e 30 de Junho)

 

Assembleia da área metropolitana de de Lisboa do PSD presidida por Cavaco Silva critica a liderança de Pinto Balsemão, considerando-a cinzenta e frouxa (11 de Junho).

Conselho Nacional do PSD reafirma apoio a Balsemão, com o novo líder a proclamar que o partido tem que optar entre ele e a linha minoritária, expressa por Cavaco Silva. Mas a oposição interna vai continuar, protagonizada também por Eurico de Melo e pelo gabinete de estudos do PSD do Porto (14 de Junho).

Regresso do filho pródigo – Mota Pinto reinscreve-se no PSD, seis anos após ter abandonado o partido e depois de se assumir como mandatário da candidatura presidencial de Soares Carneiro (18 de Junho).

 

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: