Governo da fusão, de (1865-1868)

1865 O começo da fusão

1866 Da queda dos anjos às pupilas do senhor reitor

1867 Penicheiros, lunáticos, Código Civil e abolição da pena de morte

1868 Janeirinha, transição avilista e experiência reformista

Governo nº 27 de Joaquim António de Aguiar, desde 4 de Setembro de 1865, 853 dias. O chamado ministério Aguiar- Fontes. Gabinete da fusão de regeneradores e históricos. A procura da maioria suficiente, exigida por Sá da Bandeira, vai levar ao poder um governo de históricos e reformadores, marcado pela ideia do partido dos melhoramentos materiais. Lidera o mesmo o regenerador Joaquim António de Aguiar, o antigo mata frades que, durante o setembrismo, assume a liderança da ala ordeira. No novo gabinete vão coabitar homens como Loulé, Fontes e Barjona de Freitas, numa experiência inédita em Portugal. O governo é precedido por um acordo prévio entre Loulé e Aguiar. No dia 5 de Setembro, já recebia formal apoio do deputado José Dias Ferreira que falou em conciliação e tolerância política. A chamada unha branca do partido histórico converte-se ao situacionismo.

Presidente acumula o reino (até 9 de Maio de 1866). Augusto César Barjona de Freitas na justiça. Fontes Pereira de Melo na fazenda. Isidoro Francisco Guimarães, visconde da Praia Grande de Macau na marinha. Conde de Torres Novas, António César Vasconcelos Correia, na guerra (até 11 de Novembro de 1865). José Joaquim Gomes de Castro, conde de Castro nas obras públicas (até 9 de Maio de 1866) e nos estrangeiros.

Em 26 de Setembro: Isidoro Francisco Guimarães, visconde da Praia Grande de Macau, na pasta da guerra, por morte do conde de Torres Novas (será interino até 11 de Novembro de 1865 e efectivo até 22 de Novembro de 1865).

Em 22 de Novembro: Salvador de Oliveira Pinto da França na guerra (até 20 de Abril de 1866, data da sua morte).

Fundiu-se tudo  –  E como tudo estava safado, mole, roto, podre, fundiu-se tudo (Oliveira Martins). Outra garra, branca como o hálito da locomotiva, novo ídolo do tempo, chamava à conservação política no seio da revolução económica, a gente “séria” de todos os lados, fusionada, abraçada num liberalismo prático sem doutrinas, num catolicismo também prático sem exageros, numa religião de sala, perfumada, afrancesada, burguesmente aristocrática, numa moral fácil, numa vida cómoda, já que de todo não podia ser regalada (Oliveira Martins).

Remodelação – Em 23 de Abril: Isidoro Francisco Guimarães, visconde da Praia Grande de Macau, na guerra, por morte de Pinto da França (até 9 de Maio de 1866

Remodelação – Em 19 de Agosto de 1867: Casal Ribeiro retoma a pasta dos estrangeiros

  Governo anterior

Governo posterior  

Governo de Joaquim António de Aguiar

De 4 de Setembro de 1865 a 4 de Janeiro de 1868

853 dias

6º governo da Regeneração. Primeiro e único governo da fusão

3º governo sob o reinado de D. Luís

Promove as eleições de 24 de Fevereiro de 1867 (vitória da oposição)

Presidência e reino

Presidente acumula o reino (até 9 de Maio de 1866). Em 29 de Janeiro de 1867, Aguiar apresenta na Câmara dos Deputados um projecto de reforma administrativa

Reino

Em 9 de Maio de 1866: Martens Ferrão substitui Aguiar no reino

Justiça

Augusto César Barjona de Freitas na justiça. Em 28 de Fevereiro de 1867 apresentada a proposta do governo sobre a reforma prisional e penal, que inclui a abolição da pena de morte. Aprovada a proposta de reforma penas e o projecto de Código Civil, em 26 de Junho de 1867. Diplomas publicados no dia 1 de Julho.

Fazenda

Fontes Pereira de Melo na fazenda. Regulamento sobre o imposto de consumo em 7 de Dezembro de 1867.

Marinha

Isidoro Francisco Guimarães, visconde da Praia Grande de Macau na marinha.

Guerra

Conde de Torres Novas na guerra (até 26 de Setembro de 1865).

Em 26 de Setembro de 1865: Isidoro Francisco Guimarães, visconde da Praia Grande de Macau, na pasta da guerra, por morte do conde de Torres Novas (será interino até 11 de Novembro de 1865 e efectivo até 22 de Novembro de 1865)

Em 22 de Novembro de 1865: Salvador de Oliveira Pinto da França na guerra (até 20 de Abril de 1866, data da sua morte)

Em 23 de Abril de 1866: Isidoro Francisco Guimarães, visconde da Praia Grande de Macau, na guerra, por morte de Pinto da França (até 9 de Maio de 1866)

Em 9 de Maio de 1866: Fontes Pereira de Melo passa a acumular a guerra

Obras Públicas

José Joaquim Gomes de Castro, conde de Castro nas obras públicas (até 9 de Maio de 1866) e nos estrangeiros. Conde de Castro manda estudar a região duriense para a abertura de novas estradas.

Em 9 de Maio de 1866: José Maria Casal Ribeiro substitui José Joaquim Gomes de Castro, o conde de Castro, nos estrangeiros e obras públicas

Em 6 de Junho de 1866: Andrade Corvo nas obras públicas (até 4 de Janeiro de 1868). Casal Ribeiro mantém-se nos estrangeiros.

De 14 de Dezembro de 1866: Andrade Corvo substitui Casal Ribeiro nos estrangeiros (até 19 de Agosto de 1867).

 

Em 19 de Agosto de 1867: Casal Ribeiro retoma a pasta dos estrangeiros

Governo de Joaquim António de Aguiar

De 4 de Setembro de 1865 a 4 de Janeiro de 1868

853 dias

6º governo da Regeneração. Primeiro e único governo da fusão

3º governo sob o reinado de D. Luís

Promove as eleições de 24 de Fevereiro de 1867 (vitória da oposição)

·Presidente acumula o reino (até 9 de Maio de 1866).

· Augusto César Barjona de Freitas na justiça.

· Fontes Pereira de Melo na fazenda.

· Isidoro Francisco Guimarães, visconde da Praia Grande de Macau na marinha.

· Conde de Torres Novas na guerra (até 11 de Novembro de 1865).

· José Joaquim Gomes de Castro, conde de Castro nas obras públicas (até 9 de Maio de 1866) e nos estrangeiros

·O governo foi precedido por um acordo prévio entre Loulé e Aguiar. Em 5 de Setembro já recebia formal apoio do deputado José Dias Ferreira que falou em conciliação e tolerância política

·Conde de Castro manda estudar a região duriense para a abertura de novas estradas

Em 26 de Setembro de 1865:

·Isidoro Francisco Guimarães, visconde da Praia Grande de Macau, na pasta da guerra, por morte do conde de Torres Novas (será interino até 11 de Novembro de 1865 e efectivo até 22 de Novembro de 1865)

 

Em 22 de Novembro de 1865:

· Salvador de Oliveira Pinto da França na guerra (até 20 de Abril de 1866, data da sua morte)

Em Janeiro de 1866, Mendes Leal foi eleito grão-mestre da Confederação Maçónica Portuguesa. Estava em conflito com Lobo de Ávila.

Em 23 de Abril de 1866:

·Isidoro Francisco Guimarães, visconde da Praia Grande de Macau, na guerra, por morte de Pinto da França (até 9 de Maio de 1866)

 

Em 9 de Maio de 1866:

· Martens Ferrão substitui Aguiar no reino

· José Maria Casal Ribeiro substitui José Joaquim Gomes de Castro, o conde de Castro, nos estrangeiros e obras públicas

· Fontes Pereira de Melo passa a acumular a guerra

·Em 3 de Julho, vitória da Prússia sobre a Áustria em Sadowa

Em 6 de Junho de 1866:

· Andrade Corvo nas obras públicas (até 4 de Janeiro de 1868). Casal Ribeiro mantém-se nos estrangeiros.

 

De 14 de Dezembro de 1866:

·Andrade Corvo substitui Casal Ribeiro nos estrangeiros (até 19 de Agosto de 1867).

·Em 29 de Janeiro de 1867, Aguiar apresenta na Câmara dos Deputados um projecto de reforma administrativa

·Representação portuguesa na Exposição Internacional de Paris

·Em 28 de Fevereiro de 1867 apresentada a proposta do governo sobre a reforma prisional e penal, que inclui a abolição da pena de morte

·Aprovada a proposta de reforma penas e o projecto de Código Civil, em 26 de Junho de 1867. Diplomas publicados no dia 1 de Julho.

Em 19 de Agosto de 1867:

·Casal Ribeiro retoma a pasta dos estrangeiros

·Regulamento sobre o imposto de consumo em 7 de Dezembro de 1867

·Revolta da Janeirinha contra o imposto de consumo (1 de Janeiro de 1868)

Ver arquivo antigo CEPP-Respublica