
Morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa em Camarate
(4 de Dezembro). O pequeno avião que largara do Aeroporto da Portela, de Lisboa,
despenha-se às 20 horas, 16 minutos e 20 segundos. No mesmo também seguiam Snu
Abecasis, a esposa de Amaro da Costa e o chefe de gabinete do Primeiro-Ministro,
António Patrício Gouveia. Funerais de Sá Carneiro e Amaro da Costa (6 de
Dezembro).
9ª Eleição presidencial (7 de Dezembro). Ramalho
Eanes vence Soares Carneiro nas eleições presidenciais portuguesas (56,4% contra
40,35). Otelo, 1,5%; Galvão de Melo, 0,8%.
Demite-se o governo; Freitas do Amaral vai a Belém
e declara-se indisponível para integrar novo governo (9 de Dezembro).
Soares retoma as funções de secretário-geral do PS.
Declara ser completamente inoportuno um governo de coligação com o PSD (10 de
Dezembro).
A ascensão de Balsemão – Eanes inicia consultas aos
partidos com representação parlamentar (11 de Dezembro). Pinto Balsemão é eleito
Presidente do PSD pelo Conselho Nacional. (13 de Dezembro). Eurico de Melo não é
escolhido para continuar na liderança do governo, como defendem algumas
sensibilidades. CDS, sem pôr reservas formais, lamenta que a decisão não tenha
nascido de um consenso entre os dois partidos. Eanes nomeia Pinto Balsemão como
Primeiro-Ministro (22 de Dezembro). Há uma prévia cimeira da Aliança Democrática
que formaliza a escolha e opta pela via de cooperação institucional com Eanes.
Balsemão declara então, sobre as relações com Belém, que nem guerra, nem
trégua.
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