•Um dos
pais fundadores do independentismo da Guiné-Bissau e de Cabo
Verde. Mestiço de pai cabo-verdiano e mãe guinenese. Engenheiro
agrónomo por Lisboa, desde 22 de Fevereiro de 1952, sendo colega de
Sousa Veloso e de Mário Barreira da Ponte. Em Setembro seguinte já
exerce funções técnicas públicas na Guiné. Afastado do território em
1955, vem para Lisboa até 1959, data em que regressa à terra
clandestinamente. Aproveita as circunstâncias que rodearam o chamado
massacre do Pidjiguiti em 3 de Agosto de 1959. A partir de 1960
instala-se em Conakry. Fundador do PAIGC em Outubro de 1960,
juntamente com Aristides Pereira, Luís Cabral, Júlio de Almeida,
Fernando Fortes e Eliseu Turpin. Desencadeia a luta armada no Sul da
Guiné em 23 de Janeiro de 1963. Assume uma importante imagem
internacional, principalmente depois da chamada batalha do Como, de
1964, participando na Conferência Tricontinental de Havana (1966).
A
chegada de Spínola em1968, altera as circunstâncias da guerra e o
PAIGC é comprimido tanto no terreno como no campo político e
psicológico. Amílcar volta a actuar no palco internacional. Em 1970
é recebido nos Estados Unidos da América, tanto na Universidade de
Siracusa, a propósito de uma homenagem a Eduardo Mondlane, como pela
própria comissão dos negócios estrangeiros do Congresso. Em Junho
deste mesmo ano chega a ter uma audiência com o Papa Paulo VI,
juntamente com Marcelino dos Santos da FRELIMO e Agostinho Neto do
MPLA, não faltando uma visita triunfal à URSS.. Assassinado em 20
de Janeiro de 1973. Esteve para o marxismo-leninismo
anticolonialista como Léopold Senghor esteve para o ocidentalismo. O
respectivo conceito de nação é de clara marca estalinista.
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