Governo do duque da Terceira/ Joaquim António de Aguiar (1859-1860)

 

 

1859 O intervalo regenerador

1860 O segundo governo histórico

 

 

Governo nº 24 Terceira/ Aguiar (477 dias, desde 16 de Março de 1859). Um ano e três meses de intervalo regenerador, num tempo em que a sociedade civil parece já ser mais dinâmica do que a estrutura política. A partir de 1 de Maio de 1860, o governo passa a ser presidido por Joaquim António de Aguiar, depois da morte de Terceira em 26 de Abril.

 

●Até à sua doença, Terceira, mero pendão e aparato, que não fazia parte do partido regenerador, assumindo-se como um cartista que não era cabralista nem avilista, acumula a presidência, a guerra e os estrangeiros.

 

Fontes Pereira de Melo no reino, mas acumulando a marinha desde 16 de Março de 1860. Martens Ferrão nos negócios eclesiásticos e justiça (até 4 de Julho de 1860). José Maria Casal Ribeiro (1825-1896) na fazenda, com os estrangeiros desde 24 de Abril de 1860. Adriano Maurício Guilherme Ferreri, outro terceirista, isto é, não regenerador, na marinha (até 12 de Março de 1860, quando faleceu). António de Serpa Pimentel (1825-1900) nas obras públicas.

 

1860

.

Remodelação. Em 16 de Março: Fontes substitui Adriano Maurício Ferreri na marinha, por morte deste. tem uma congestão cerebral em plena Câmara dos Deputados em 9 de Março de 1860.

 

Morte do duque da TerceiraTerceira fica doente e abandona o governo. Com a doença de Terceira, António Serpa passa a acumular a guerra e Casal Ribeiro a acumular os estrangeiros (24 de Abril). Morte do Duque da Terceira (26 de Abril).

 

 

Nova chefia do governo. Joaquim António de Aguiar na presidência; Joaquim António Velez Barreiros, barão da Senhora da Luz assume a pasta da guerra; José Marcelino Sá Vargas na marinha; Casal Ribeiro mantém a fazenda e os estrangeiros; António Serpa fica apenas com as obras públicas (1 de Maio).

 

Fontes fica furioso com o rei e com Aguiar e trata de agir de forma dissidente, agitando os seus amigos, Martens Ferrão, Casal Ribeiro e António Serpa. José Estêvão também fica desesperado, porque não foi chamado para ministro.

 

●Começam a intensificar-se as acusações de corrupção contra os governantes. Estes são vistos como ladrões por parte importante da opinião pública (Maio). O rei mostra-se agastado com a linha situacionista, principalmente quando Fontes pede a vaga de Terceira no Conselho de Estado.

 

  Governo anterior

Governo posterior  

 

 

Governo do duque da Terceira/ Joaquim António de Aguiar

De 16 de Março de 1859 a 4 de Julho de 1860

477 dias

3º governo da Regeneração.

2º governo regenerador

4º governo sob o reinado de D. Pedro V

Promove as eleições de 1 de Janeiro de 1860

Dissolução em 23 de Novembro de 1859

·Até à sua doença, Terceira acumulou a presidência, a guerra e os estrangeiros. Terceira morre em 26 de Abril de 1860.

 

· Fontes Pereira de Melo no reino, mas acumulando a marinha desde 16 de Março de 1860;

 

· Martens Ferrão nos negócios eclesiásticos e justiça (até 4 de Julho de 1860)

 

· Casal Ribeiro na fazenda, com os estrangeiros desde 24 de Abril de 1860;

 

· Adriano Maurício Guilherme Ferreri na marinha (até 12 de Março de 1860, quando faleceu)

 

· António Serpa nas obras públicas.

 

·A partir de 1 de Maio, o governo passa a ser presidido por Joaquim António de Aguiar, depois da morte de Terceira em 26 de Abril.

·Extinto o Conselho Superior de Instrução Pública de Coimbra. Emitido diploma sobre moedeiros falsos.

·Em 4 de Março de 1859, José Estevão e Ferrer apresentam uma moção anti-clerical. A Câmara dos Deputados ratificou a concordata em 6 de Fevereiro de 1860.

·Rodrigues Sampaio é nomeado vogal do Tribunal de Contas

·Serpa propõe a liberalização dos cereais logo em 18 de Abril.

·Assinado em 14 de Setembro de 1859 um contrato com o financeiro espanhol D. José de Salamanca para a conclusão da via férrea do Norte e para a ligação ao Entroncamento

·Dissolução da Câmara dos Deputados em 23 de Novembro de 1859

 

Em 16 de Março de 1860:

· Fontes substitui Adriano Maurício Ferreri na marinha, por morte deste. Teve uma congestão cerebral em plena Câmara dos Deputados em 9 de Março de 1860.

 

 

Em 24 de Abril de 1860,

·Com a doença de Terceira, António Serpa passa a acumular a guerra e Casal Ribeiro a acumular os estrangeiros.

 

 Em 1 de Maio de 1860:

 

· Joaquim António de Aguiar assume a presidência;

 

· Joaquim António Velez Barreiros, barão da Senhora da Luz assume a pasta da guerra;

 

· José Marcelino Sá Vargas na marinha

·Casal Ribeiro mantém a fazenda e os estrangeiros

 

·António Serpa fica apenas com as obras públicas.

Aumenta a repressão dos moedeiros falsos

Aumento dos impostos para o financiamento dos caminhos de ferro. Começam a intensificar-se as acusações de corrupção contra os governantes. Estes são vistos como ladrões por parte importante da opinião pública.

Confirmada a reforma do ministério e a livre introdução dos cerais em 13 de Fevereiro de 1860; em 10 de Junho de 1860 era fundada a Real Associação Central da Agricultura Portuguesa que em 13 de Janeiro de 1861 elegia João Rebelo da Costa Cabral como primeiro presidente. Em Maio de 1860 surgia a Associação Industrial Portuguesa.

 

1859

 

O intervalo regenerador

A selecção natural e luta pela vida

 

Arquivo antigo do anuário CEPP

                

 

Governo nº 24 Terceira/ Aguiar (477 dias, desde 16 de Março). Novo governo regenerador. Terceira morre em 26 de Abril de 1860.

Nova lei eleitoral de 23 de Maio (156 círculos uninominais).

 

 

Projecto CRiPE- Centro de Estudos em Relações Internacionais, Ciência Política e Estratégia. © José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: 31-03-2009