
René Mayer* nomeado presidente da Alta Autoridade da CECA; Monnet
abandona efectivamente a presidência da CECA(1 de Junho)
Conferência de Messina chega a acordo para a criação de um mercado
comum (1 a 2 de Junho).
É num ambiente decadentista que se
desencadeia o processo que vai levar ao Tratado de Roma, com a
Conferência de Messina, reunida em Junho de 1955, onde se constituiu o
comité inter-governamental de peritos presidido por Paul-Henri Spaak,
de cujo labor resultará a Conferência de Veneza de 1956 e a consequente
instituição do mercado comum. Trata-se de uma conferência dos ministros dos estrangeiros dos
Seis: o italiano Gaetano Martino, o luxemburguês Joseph Beck, o
francês Antoine Pinay, o alemão Walter Hallstein, o holandês Willem
Beyen e o belga Paul-Henri Spaak. Estava-se num tempo de encruzilhada quanto à
construção europeia. Se o governo francês, então presidido por Edgar Faure, incluindo gaullistas, parece mais inclinado à mera constituição
de novas comunidades sectoriais, à semelhança da CECA; já os governos da
República Federal da Alemanha e do Benelux, parecem, parecem mais
apostados no desenvolvimento do modelo das uniões aduaneiras
Foi
também decidida a criação de um comité intergovernamental de peritos,
encarregado de estudar a criação de uma união económica geral, bem
como de uma união no domínio nuclear. É a partir de então, como
rezam as crónicas oficiosas da história comunitária, que a Europa
arranca, que se dá o relance.