1955
 

Junho
Uma RFA armada e Conferência de Messina


 

Assinada convenção geral sobre a a concessão de autonomia interna à Tunísia (3 de Junho)

RFA: Adenauer visita os EUA (13 de Junho). USA garantem à RFA ajuda para a estruturação de um exército próprio (30 de Junho)

René Mayer* nomeado presidente da Alta Autoridade da CECA; Monnet abandona efectivamente a presidência da CECA(1 de Junho)

Conferência de Messina chega a acordo para a criação de um mercado comum (1 a 2 de Junho). É num ambiente decadentista que se desencadeia o processo que vai levar ao Tratado de Roma, com a Conferência de Messina, reunida em Junho de 1955, onde se constituiu o comité inter-governamental de peritos presidido por Paul-Henri Spaak, de cujo labor resultará a Conferência de Veneza de 1956 e a consequente instituição do mercado comum. Trata-se de uma conferência dos ministros dos estrangeiros dos Seis: o italiano Gaetano Martino, o luxemburguês Joseph Beck, o francês Antoine Pinay, o alemão Walter Hallstein, o holandês Willem Beyen e o belga Paul-Henri Spaak. Estava-se num tempo de encruzilhada quanto à construção europeia. Se o governo francês, então presidido por Edgar Faure, incluindo gaullistas, parece mais inclinado à mera constituição de novas comunidades sectoriais, à semelhança da CECA; já os governos da República Federal da Alemanha e do Benelux, parecem, parecem mais apostados no desenvolvimento do modelo das uniões aduaneiras

Foi também decidida a criação de um comité intergovernamental de peritos, encarregado de estudar a criação de uma união económica geral, bem como de uma união no domínio nuclear. É a partir de então, como rezam as crónicas oficiosas da história comunitária, que a Europa arranca, que se dá o relance.

 

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: