1960
 

Janeiro
Barricadas em Argel e EFTA em Estocolmo

 

Independência dos Camarões (1 de Janeiro)

Semana das barricadas na Argélia (24 de Janeiro). Começa a revolta dos pieds noirs, expressa pela semana das barricadas (24-01-1960), enquanto De Gaulle anuncia que os franceses iriam pronunciar-se, através de referendo, sobre o futuro do território.

 

Mesa redonda sobre o ex-Congo Belga em Bruxelas (Janeiro a Fevereiro)

No Vietname do Sul começam violentos combates entre tropas governamentais e vietcongs, assinalando-se a criação da FLN  (Janeiro)

Alargamento dos contingentes dos Estados membros da CEE em 10% (1 de Janeiro)

Assinada a Convenção de Estocolmo que institui a EFTA; são membros fundadores a Áustria, a Dinamarca, a Noruega, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça; entra em vigor em 3 de Maio de 1960 (4 de Janeiro)Antoine Pinay* abandona o governo francês (13 de Janeiro)

Primeira reunião trimestral dos ministros dos estrangeiros dos seis tem lugar em Roma (25 de Janeiro)

Oposição republicana – Reactivada a Liga Portuguesa dos Direitos do Homem, que se filia na Fedération Internationale des Droits de L’Homme (2 de Janeiro). Em Maio assume a presidência deste grupo para-maçónico Luís Hernâni Dias Amado (1901-1991). Surge no Porto uma Frente Eleitoral Independente (30 de Setembro), para apoiar a candidatura da oposição nas eleições.

Política externa Há um certo fulgor na política externa portuguesa, no ano em que aderimos ao BIRD e ao FMI e Lisboa recebe as visitas de Franz Joseph Strauss a Lisboa (10 a 17 de Janeiro), Sukarno (5 de Maio), Eisenhower (19 de Maio) e dos reis da Tailândia (22 de Agosto), enquanto se inaugura a I Feira Internacional de Lisboa (9 de Junho).

Comunistas – Álvaro Cunhal e outros militantes comunistas fogem da cadeia de Peniche, com o apoio de um militar da GNR que aceita ser subornado, permitindo um dos mais ousados e heróicos episódios da luta comunista contra o regime (3 de Janeiro).  Neste ano, Cunhal subscreve um acordo com a comunista espanhola Dolores Ibarruri, representando o PCE, onde decidem apoiar o modelo frentista para a Península Ibérica, tendo como símbolos o general Humberto Delgado e Emílio Herrera, o chefe do governo republicano espanhol no exílio.

 

Janeiro Fevereiro Março
Abril Maio Junho
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Outubro Novembro Dezembro

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: