1979
 

Agosto
Eleições na Nigéria e amnistia no Brasil

 

 

Fundamentalistas do Irão asseguram a maioria dos lugares no Parlamento (3 de Agosto)

Marrocos anexa o território do Rio do Ouro, no Saara, até então mauritano (14 de Agosto)

Assassinado presidente da Coreia do Sul (26 de Outubro de 1979)

Na Nigéria, há finalmente eleições, com a vitória do Partido Nacional da Nigéria, liderado por Alhaji Shehu Shagari, depois do regime militar liderado por Olusegun Obasanjo as prometer em1978

Amnistia no Brasil permite regresso de muitos exilados (22 de Agosto de 1979)

Walter Guevara* é designado presidente provisório da Bolívia, porque nenhum partido consegue a maioria (8 de Agosto)

MIRN. O partido liderado pelo general Kaúlza de Arriaga transforma-se em Partido da Direita Portuguesa (3 de Agosto). Sá Carneiro agradece que o kaulzismo surja como um partido bem mais à direita do que o CDS, assim lhe permitindo recorrer a socialistas e a monárquicos independentes, para constituir o que ele, já em1973, qualificava como oposição do centro, contra um PS que, desfeito o sonho da mexicanização, ainda se via como uma espécie de partido revolucionário institucional.

Governo nº 114 III Governo presidencial de Maria de Lurdes Pintasilgo (2 de Agosto). Cem dias de governo, com três ministros coordenadores: para a economia e plano, para a área social e para a área cultural. E assim chega mais uma mulher à chefia de um governo em Portugal, depois de D. Isabel Maria em 1826-1828. Desta vez uma freira laica, que chilreou primaverilmente à volta de Caetano e Salazar (Vergílio Ferreira)..

Entre os ministros: Manuel da Costa Brás (administração interna), Carlos Jorge Mendes Correia Gago (coordenação económica e plano), Alfredo Bruto da Costa (assuntos sociais e coordenação social), Adérito Sedas Nunes (coordenação cultural, cultura e ciência), José Alberto Loureiro dos Santos (defesa nacional), João Carlos Lopes Cardoso de Freitas Cruz (negócios estrangeiros), Pedro de Lemos e Sousa Macedo (justiça), António Luciano de Sousa Franco (finanças), Joaquim da Silva Lourenço (agricultura), Fernando Henriques Marques Videira (indústria), Acácio Manuel Pereira Magro (comércio), Jorge de Carvalho Sá Borges (trabalho), Frederico Alberto Monteiro da Silva (transportes e comunicações), Veiga da Cunha (educação), Mário de Azevedo (habitação e obras públicas) e João António de Figueiredo (comunicação social).

 

 

 

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

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