© José Adelino Maltez, Crónica do Pensamento Político, editada em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

1555: Cujus regio, ejus religio

 

 

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Século XV Linha do Tempo Século XVII

1494-1559 Guerras entre os Valois e os Habsburgos

 

Henrique II, Valois, rei de França (1547-1559)

Maria Tudor, rainha de Inglaterra (1553-1558).

 

Carlos I de Espanha, imperador do Sacro Império (como Carlos V); rei de Aragão a partir de 1516; regente de Castela em nome da mãe entre 1516 e 1555 e rei de jure entre 1555 e 1556; unifica as duas coroas e torna-se o primeiro rei de Espanha (1555-1556)

 
Papa Marcelo II Marcello Cervini  (1555, 2 meses).

Papa Paulo IV (1555-1559)

 

 

Paz de Augsburgo, consagra o princípio do “cujus regio, ejus religio” (25 de Setembro de 1555). Carlos V cede; reconhecida aos príncipes luteranos a liberdade de culto e a propriedade definitiva das terras secularizadas pelos mesmos.

Filipe II vai para os Países Baixos, cujo governo Carlos V lhe cede (Outubro). Antes, cerca Sienna, aliado a Florença, obrigando a república a capitular. A cidade é cedida a Cosme de Medici, caindo a antiga fortaleza gibelina.

Calvino reprime revolta em Genebra.

Maria Tudor revoga todas as leis religiosas de Henrique VIII e de Eduardo VI. Bispos protestantes são mortos na fogueira (16 de Outubro).

Knox regressa à Escócia.

António de Bourbon, rei de Navarra (1555-1562). Tinha casado em 1548 com Jeanne III d’Albret, herdeira da possessão (1555-1572). Pai do futuro Henrique IV de França. Converte-se ao calvinismo.

Jeanne, filha de Henrique II d’Albret, rei de Navarra, e de Margarida de Valois, irmã de Francisco I. Casa com Antoine de Bourbon, duque de Vendôme, em 1548. Do consórcio vai nascer em 1553 o futuro Henrique IV de França. Em 1567 há-de impor o calvinismo nos seus domínios. Tinha convertido em 1566. Dirigira a defesa de La Rochelle, juntamente com o filho Henrique que casa com Margarida de Valois, irmã do rei de França Carlos IX.

Humajun, imperador moghul pela segunda vez, de  23 de Julho de 1555 a 27 de Janeiro de 1556. 

 Reinado de D. João III

Ocupação da baía do Guanabara pelos franceses de Nicolas Durand de Villegaignon, visando a criação da França Antártica. Será destruída em Março de 1560.

Fundação de feitoria em Lourenço Marques.

Confiado aos jesuítas o Colégio das Artes de Coimbra. Por carta régia de 10 de Setembro de 1555, passa o Collegio das Artes e o governo d'elle mui inteiramente ao Padre Diogo Mirão, Provincial da Companhia de Jesus. Entre os novos professores, Pedro da Fonseca e Manuel Álvares.

Fundação do Colégio Jesuítico do Espírito Santo em Évora.

Francisco Barreto, governador da Índia. Sucede-lhe D. Pedro de Mascarenhas que assegura a paz com o Mealacão.

Diogo Dias parte de Goa para a Etiópia, para negociar a submissão desta nova diocese a Roma.

No Brasil é cultivada a cana de açúcar e o algodão.

Mem de Sá é nomeado governador do Brasil.

 
Morte do papa Júlio III. Papa Marcelo II Marcello Cervini  (1555, 2 meses). Eleito em 10 de Abril.

 

Papa Paulo IV Gian Pietro Carafa (1555-1559)*. Eleito em 23 de Maio. Um napolitano, fundador dos Teatinos, em 1524, juntamente com Caétan de Thienne.

 

Frei Luís de Sousa (c. 1555-1632)

 

Padre Fernando de Oliveira, Arte da Guerra do Mar.

 

Jorge Ferreira de Vasconcelos, Eufrósina.

 

Nostradamus, Centurias Astrologicas (1555-1558).

Pedro da Fonseca, professor de filosofia do Colégio das Artes (1555-1561).

John Knox regressa à Escócia, mas tem de voltar a refugiar-se em Genebra, no ano seguinte.  

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009