© José Adelino Maltez, Crónica do Pensamento Político, editada em Dili, na ilha do nascer do sol, finais de 2008

 

 

1648: Tratado de Vestefália

 

 

1638 1639 1640 1641 1642 1643 1644 1645 1646 1647 1648   1649 1650


 
  Século XVI Linha do Tempo Século XVIII

 

 Luís XIV, rei de França

 

Carlos I, Stuart (1625-1649)

 

Imperador Fernando III (1637-1657)

Maomé IV, sultão otomano (1648-1687).

 

Frederico III (Frederik III), rei da Dinamarca e da Noruega (1648-1670). Vai declarar guerra  à Suécia em 1657.

 

Jan II Kazimierz Vasa, ou João Casimiro, rei da Polónia (1648-1668). Irmão de Ladislau IV e filho de Segismundo III.

 

 
 

Entre 1648 e 1651, a peste mata um milhão de espanhóis.

Franceses, comandados por Condé, vencem em Lens (20 de Agosto); ocupando a Baviera e Praga.

 

A Guerra dos Trinta Anos termina com o chamado Tratado de Vestefália*, conjunto dos pactos firmados em Munster, em 4 de Agosto, e em Osnaburgo, em 24 de Outubro

As conversações, que duraram cerca de quatro anos, ocorreram nessas duas cidades da Vestefália; em Osnaburgo reuniram os protestantes, sob mediação dos suecos; em Munster, reuniram os católicos sob mediação do núncio e do embaixador de Veneza.

Paz de Haia entre a Espanha e os Países Baixos, que vêem a sua independência reconhecida por Madrid (30 de Janeiro). O tratado será ratificado em 15 de Maio.

Em 1648, pelo Tratado de Münster, o rio Escalda é fechado aos belgas;

Guerra da França contra a Espanha (1648-1659) A Espanha retirou-se do sistema da Paz de Vestefália e prossegue a guerra com a França. 

Guerra das Frondas (1648-1652). Revolta da nobreza, defensora do pluralismo, contra o centralismo e o absolutismo do poder real, em França.

A primeira Fronda foi assinalada pela revolta do Parlamento de Paris (26 de Agosto); a segunda foi a Fronda dos Príncipes, dirigida por Condé, contra Luís XIV.

Os escoceses aliados a Carlos I invadem a Inglaterra e são derrotados por Oliver Cromwell em Preston Pride's Purge (Agosto).

Cromwell obtém a rendição do exército escocês, entrando em Edimburgo (Outubro).

Depuração dos 140 deputados favoráveis a Carlos I do parlamento inglês, Rump Parliament (6 de Dezembro).

Mehmed IV, sultão otomano (1648-1687).

 

Frederico III (Frederik III), rei da Dinamarca e da Noruega (1648-1670). Vai declarar guerra  à Suécia em 1657.

Jan II Kazimierz Vasa, ou João Casimiro, rei da Polónia (1648-1668). Irmão de Ladislau IV e filho de Segismundo III.

Motins em Moscovo e na Ucrânia pelos posady ou arraia miúda. Aqui duram até 1654, provocados pelos cossacos. O comandante Bodhan Khmelnitski ocupa a Ucrânia central e liberta Kiev do domínio polaco. 

 Reinado de D. João IV

Tentativa de conquista de Olivença pelo marquês de Leganés, repelida por D. João de Menezes (20 de Junho).

Reconquista de Luanda e S. Tomé por Salvador Correia de Sá (24 de Agosto). Expedição sai do Brasil em 12 de Maio. Governa Angola até Março de 1652.

Decidida a criação de uma Companhia de Comércio para o Brasil.

Batalha dos Montes Guararapes (19 de Abril). Comando de um exército de negreiros por Francisco Barreto de Meneses, nomeado mestre-de-campo-general para o Pernambuco. Derrota do general holandês Von Schoppe.

Começam a formar-se as bandeiras, aliadas aos curibocas ou mamelucos, filhos de portugueses e de índias (do Árabe mamaluk, escravo ou criado). A primeira é de Raposo Tavares.

Tratado Luso-Holandês sobre as dissidências relativas ao Brasil. (20 de Outubro).

Fim do Congresso de Vestefália. (24 de Outubro). Participam nas longas conversações os portugueses Dr. Luís Pereira de Castro, que se encontrava em Paris, onde era embaixador o Marquês de Nisa;  Dr. Francisco de Andrade Leitão, nosso representante nos Países Baixos; e Dr. Botelho de Morais, nosso embaixador na Suécia. Espanha, o Papa e o Imperador não permitiram que participássemos de corpo inteiro, pelo que tivemos de integrar-nos no séquito de outras embaixadas, como a francesa, a sueca, a holandesa e a dinamarquesa. De recordar que o infante D. Duarte estava preso pelo imperador e que o nosso representante em Roma, o bispo de Lamego, chegara a ser atacado por espanhóis nas ruas da Cidade Santa.

Instruções para o Dr. Manuel Álvares Cabrilho, nomeando-o Agente de Estado Eclesiástico em Roma (11 de Outubro ) 
Frei João dos Prazeres (1648-1709)ö1692.

 

John Milton, The Tenure Of Kings And Magistrates, 1648-1694

 

Robert Filmer, The Anarchy Of A Limited Mixed Monarchy. 
A Guerra dos Trinta Anos termina com o chamado Tratado de Vestefália de 1648, conjunto dos pactos firmados em Munster, em 4 de Agosto de 1648, e em Osnaburgo, em 24 de Outubro de 1648; as conversações, que duraram cerca de quatro anos, ocorreram nessas duas cidades da Vestefália; em Osnaburgo reuniram os protestantes, sob mediação dos suecos; em Munster, reuniram os católicos sob mediação do núncio e do embaixador de Veneza

No tocante à questão religiosa, confirmaram-se as conclusões da Paz de Augsburgo, mas admite-se a liberdade de culto para as minorias religiosas instaladas depois de 1624; os bens católicos secularizados depois de 1624 foram restituídos; as minorias religiosaas podiam emigrar sem perderem os respectivos bens

Portugal foi excluído desses tratados, dado que Filipe IV ainda se intitulava rei de Portugal; os nossos enviados inseriram-se nos séquitos das embaixadas sueca e holandesa

A Alemanha é dividida em 378 Estados, deste modo se reforçando os principados laicos alemães que passam a dispor de soberania territorial e a poder concluir alianças internacionais

O duque da Baviera continuou a ser considerado eleitor, mas foi criado um novo eleitorado a favor do Palatinado

O ducado da Baviera viu alargados os seus domínios com a inclusão do Alto Palatinado

A França alarga as suas fronteiras até ao Reno, obtém os bispados de Toul, Metz e Verdun, as dez cidades imperiais e as possessões austríacas na Alsácia, cerca de um terço deste território; a respectiva diplomacia passa a poder intervir no conjunto alemão, sob o pretexto da defesa das liberdades germânicas

O Império dos Habsburgos austríacos  fica assim enfranquecido

A Suíça consegue a autonomia

Garantida a independência das Províncias Unidas que obtêm as províncias do Brabante e do Limburgo; em 1661 surge um novo tratado de paz entre a Espanha e as Províncias Unidas, onde se reconhece a independência destas e a posse das colónias espanholas asiáticas conquistada

Surgem duas novas potências: a Suécia e o Brandeburgo, unido à Prússia desde 1618, como grande potência.

O Brandeburgo recebeu o arcebispado de Magdeburgo, no rio Elba, e a Pomerânia Oriental, no Oder, bem como outros bispados no Weser, começando assim a potência da Prússia

À Suécia é reconhecida a posse da Pomerânia ocidental e da foz dos rios Oder (no Báltico), Elba e Weser (no mar do Norte), passando também a poder participar directamente na dieta do Império alemão, nomeadamente pelos domínios de Vismar e dos bispados de Bremen e Verden. Hão-de perder parte destes territórios cerca de um século depois, a favor do Brandeburgo e de Hanôver.

Bélgica Em 1648, pelo Tratado de Münster, o rio Escalda é fechado aos belgas;

Países Baixos Com a Paz de Vestefália, as Províncias Unidas definitivizam a respectiva independência, depois de oitenta anos de resistência ao poder dos Habsburgos espanhóis; a Holanda emerge como grande poder internacional, mas vai sofrer as consequências da política mercantilista adoptada pela Inglaterra, a partir de Cromwell, e da França, a partir de Colbert. O comércio báltico começa a ser comprimido pela emergência do poder sueco. A França de Luís XIV passa a constituir uma ameaça terrestre. Guerra com a Inglaterra (1672-1674) no tempo de Carlos II, aliado aos franceses. Guerra com a França que termina com a paz de Nymeguen de 1678-1679.  

© Editado por José Adelino Maltez em Dili, Universidade Nacional de Timor Leste, ano de 2008

 

Última revisão:15-02-2009