1953
 

Novembro
De Gaulle denuncia o inspirador da Europa unida

 


 

Reunião dos ministros dos estrangeiros dos seis cria uma comissão intergovernamental tendo em vista a redacção do tratado instituidor de uma comunidade política europeia; o projecto será redigido em 15 de Março de 1954 (26-28 de Novembro)

Assembleia Nacional francesa vota favoravelmente a construção de uma Europa unida, na sequência de um debate sobre a CED (27 de Novembro)

De Gaulle chama inspirador a Jean Monnet, criticando a hipótese de um exército europeu apátrida (Novembro)

Reacções situacionistas – Causa Monárquica apela ao voto nos candidatos monárquicos da UN, defendendo a abstenção nos círculos onde estes não concorram (2 de Novembro). Situacionistas mobilizam para a campanha nomes como Marcello Caetano, Baltazar Rebelo de Sousa e José Alberto dos Reis (Novembro).

Eleição nº 58 da Assembleia Nacional em 8 de Novembro. 120 deputados. 845 281 votantes (68,2%).

A oposição apresenta-se ao sufrágio em Lisboa (9, 98%), Porto (11,8%), Aveiro (8,7%) e Angola (9%), mobilizando personalidades como Cunha Leal, Mendes Cabeçadas, Acácio Gouveia, Armando Adão e Silva, Carlos Sá Cardoso, José Moreira de Campos, Luís da Câmara Reys, Nuno Rodrigues dos Santos e Vasco da Gama Fernandes.

Entra na Assembleia Nacional como independente António Meireles Pinto Barriga (1897-1972) que, começando como ex-oposicionista, acaba por dizer-se salazarista, mas não do regime, pedindo a ressalarização do mesmo. Novo deputado é também o Professor Cid dos Santos que, no último dia do mandato, acabará por denunciar o regime. Outras novidades são Baltazar Rebelo de Sousa, Camilo de Mendonça, Jorge Jardim, José Guilherme de Melo e Castro (1914-1972) e José Venâncio Paulo Rodrigues, todos marcelistas. Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, Baltazar Rebelo de Sousa e Silva Cunha são e serão sempre os mais salazaristas dos marcelistas e os mais marcelistas dos salazaristas.

Surge uma Comissão Pró-Liberdade de Expressão que reclama a imediata abolição da censura (4 de Novembro).

Dá-se uma explosão na fábrica de material de guerra em Braço de Prata, com 12 mortos e duzentos feridos (24 de Novembro).

 

 

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

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