1957
 

Junho

Desestalinização

 

Molotov, Malenkov e Kaganovitch* são eliminados da direcção soviética. As rosas da mudança continuam a ter sangrentos espinhos e Khruchtchev, para manter-se, é obrigado a largar o princípio da colegialidade e a procurar, de novo, a personalização do poder. Assim, Molotov era expulso da direcção do partido, começando o processo de ataque ao grupo antipartido, de que também fariam parte Gueorgui Malenkov, Lazar Kaganovitch e Kliment Vorochilov.

Já a partir de Outubro do mesmo ano, vão começar a cair os antigos aliados de Khruchtchev: primeiro o ministro da Defesa, Jukov. Com efeito, como assinalava Edgar Morin, o aparelho tem igualmente de lutar contra o exército e reforçá-lo, de lutar contra a burocracia e reforçá-la, de lutar contra a classe operária e reforçá-la. Com efeito, a burocracia não possui nenhum suporte autónomo como o exército ou a NKVD: o seu único suporte é o próprio aparelho, que não é outro senão o esqueleto do Estado

Finalmente, estrutura-se o Sexto Plano Quinquenal de 1956-1960, onde se prevê a supressão das estações de máquinas e tractores, com a venda dos mesmos aos kolkhozes, bem como a regionalização da indústria. Com efeito, no domínio da política agrícola, Khruchtchev optou por um desenvolvimento extensivo, nomeadamente desbravando as terras virgens da Sibéria, bem como pelo refortalecimento dos sovkhozes e pelo reagrupamento dos kolkhozes. Do mesmo modo, apostou-se no desenvolvimento da indústria química, como um meio de apoio à agricultura.

 

 

 

 

 

 

 

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©  José Adelino Maltez, História do Presente (2006)

© José Adelino Maltez. Cópias autorizadas, desde que indicada a origem. Última revisão em: